Economia

Como se reorganizar para sair do vermelho?

Economista dá dicas sobre planejamento financeiro para que as dívidas possam, aos poucos, sumir

11 de Julho de 2020 - 11h22 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Para evitar novos problemas, a orientação é buscar informações sobre finanças pessoais e colocar em prática (Foto: Infocenter DP)

Para evitar novos problemas, a orientação é buscar informações sobre finanças pessoais e colocar em prática (Foto: Infocenter DP)

Apesar das incertezas do momento econômico e das dores de cabeça que as dívidas podem trazer, o planejamento financeiro é saída, não cansam de alertar os especialistas.

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais de 60 milhões de brasileiros iniciaram o ano com dívidas, cenário que se agravou com a crise financeira trazida pelo novo coronavírus. De acordo com a Confederação Nacional de Comércio (CNC), 66,5% das famílias se endividaram em maio.

Para ajudar a quem quer organizar suas finanças, Hendel Favarin, cofundador da Conquer , escola de negócios da nova economia, separou algumas dicas. Confira:

Autoconhecimento - O primeiro passo é criar o hábito de anotar os gastos diários, semanais e mensais em um caderno ou uma planilha eletrônica. “Desse modo, é bem mais fácil e simples visualizar para onde está indo seu dinheiro”, diz. 

Estude sobre finanças pessoais - Enquanto países como Estados Unidos e Holanda ensinam desde cedo sobre o tema, no Brasil, não temos essa cultura, lembra Favarin. “Por isso, é importante recuperar o tempo perdido”, alerta. Hoje, existem cursos online gratuitos e workshops personalizados.

Cuidado com o cartão de crédito e o cheque especial - Os dois são campeões em juros. Por isso, é importante não atrasar faturas do cartão e usar somente em último caso o cheque especial, diz.

Renegocie - “Agora que você já consegue visualizar sua situação financeira, talvez seja necessária uma renegociação. Para isso, entre em contato com os credores e veja se consegue chegar a um consenso para quitar as dívidas o quanto antes”, orienta.

Faça um pé de meia - Com as dívidas no passado, não é hora de esbanjar. “Aproveite o dinheiro extra para fazer uma reserva de emergência”, indica, sugerindo guardar pelo menos 20% do salário a cada mês.


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