Reflexos

Comerciantes fecham as portas em razão da pandemia

Pela segunda vez na bandeira vermelha, Pelotas vê pequenos empreendimentos não resistindo à falta de vendas

15 de Julho de 2020 - 13h21 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Sem clientes, muitos comerciantes ainda tentam manter seus negócios com vendas remotas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Sem clientes, muitos comerciantes ainda tentam manter seus negócios com vendas remotas (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Aos poucos, os primeiros dados começam a aparecer e se tornam conhecidos os casos de pequenos comerciantes que estão fechando as portas de seus estabelecimentos por falta de conduções de manter seus negócios. Sem vendas, não entram recursos para pagar o aluguel e as despesas fixas obrigatórias, manter pelo menos o único empregado e pagar as faturas aos fornecedores.

É a pequena loja de roupas que apostou nas mercadorias de invernos, acreditando que a pandemia do novo coronavírus tivesse uma duração mais curta, ou a doçaria em que a pequena empresária decidiu apostar depois de anos de trabalho na fábrica e em feiras pela cidade e eventos. Difícil não conhecer alguém em situação similar.

Pela segunda vez em bandeira vermelha de isolamento social em razão da pandemia e pela segunda semana consecutiva, o comércio pelotense começa a sofrer de modo mais severo as consequências da falta de vendas. “Muitos terão seus negócios inviabilizados com mais essa semana parados”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Renzo Antonioli.

Ainda sem números na ponta do lápis para mostrar, o líder varejista diz que o setor mais forte da cidade, o comércio, está sendo enfraquecido, situação que pode piorar ainda mais com a continuação da bandeira vermelha de isolamento social. “Pode durar um mês”, alerta.

E como estão reagindo os lojistas neste momento? Antonioli diz que a saída é manter as vendas on-line, com o uso também das redes sociais para oferecer seus produtos, e fazendo a entrega das compras na casa do cliente ou possibilitando a retirada na porta da loja. “É para tentar sobreviver”, reclama, mais vez.
Já os pagamentos de carnês, por exemplo, precisam ser incluídos nos protocolos de segurança pelo Executivo Municipal, para permitir a entrada de recursos aos lojistas, alerta.


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