Um bom começo de ano

Começa aquecida a venda de veículos no novo ano

O mercado injetou 14,6% a mais de veículos no país no ano de 2018

11 de Janeiro de 2019 - 12h00 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Em Pelotas, a aposta é de que as vendas cresçam no primeiro semestre de 2019. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Em Pelotas, a aposta é de que as vendas cresçam no primeiro semestre de 2019. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Novos ou usados? O mercado para ambos os veículos começou o novo ano aquecido. Os números divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que foram licenciados 2,56 milhões de autoveículos em 2018 no país, o que representou aumento de 14,6% em relação ao ano anterior. A estimativa para 2019 é de novo crescimento, de 11,4%.

Na região de Pelotas, a venda de veículos zero quilômetro cresceu menos entre 2017 e 2018, ficando em 7,3%. Para os seminovos, no entanto, a comercialização permaneceu estável de um para outro ano. Segundo o delegado regional da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Realdir Furtado, a proporção é da venda de seis veículos usados para cada dez novos nas concessionárias.

A cada começo de ano, novos lançamentos trazem tecnologias que os clientes esperavam, como é o caso do monitoramento individual do veículo, dentro dos conceitos de maior conectividade, que movimentam o mercado dos novos, explica Furtado. “O cliente está comprando”, avalia o empresário, apontando o aumento da confiança no país como a causa deste crescimento nos negócios, que deve continuar, diz também.

Quando os usados - seminovos, segundo os comerciantes - entram em avaliação de vendas, o quadro fica um pouco menos otimista. “Estão melhores do que nós esperávamos”, conta Furtado, indicando que as taxas de financiamento estão mais atrativas, embora maiores que as dos novos veículos. Hoje, 65% das vendas dos zero quilômetro envolvem a entrega de um usado. A tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) é a referência e, no momento, os preços estão estáveis, segundo Furtado.

Proprietário de revenda de veículos, Maurício Félix aponta crescimento de 20% nas vendas de usados depois de outubro, quando foram conhecidos os resultados das eleições presidenciais. “O pessoal se empolgou”, diz Félix, apostando que o primeiro semestre de 2019 será igual.

Sobre o perfil dos veículos solicitados pelos clientes, o comerciante aponta aquele de modelos com cinco anos de fabricação, no máximo, e baixa quilometragem. Em preços, aponta aqueles que custam até R$ 60 mil, em média. Do total, 75% das vendas são financiadas, através dos modelos tradicionais de parcelamento ou da obtenção das cartas de crédito.


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