De novo

Combustíveis ficam ainda mais caros nesta sexta

Com reajuste, litro da gasolina pode se aproximar dos R$ 6,00, e o do diesel deve passar dos R$ 4,00

18 de Fevereiro de 2021 - 21h10 Corrigir A + A -
 (Foto: Carlos Queiroz - DP)

(Foto: Carlos Queiroz - DP)

Parece repetitivo, e realmente é. Nesta sexta-feira (19) os condutores que forem abastecer seus automóveis irão se deparar com um valor mais alto dos combustíveis nas bombas. Isso porque a Petrobrás anunciou um novo reajuste no preço nas refinarias, maior do que o registrado no dia 8 deste mês. Esta é a quarta alta do ano no valor da gasolina (10,2%), e a terceira no diesel (15,2%). Com os acréscimos, o litro da gasolina poderá chegar aos R$ 6,00 nos postos, enquanto o diesel deve passar dos R$ 4,00.

Após o aumento, a gasolina passa a custar, nas refinarias, R$ 2,48 por litro - reflexo do aumento de R$ 0,23. O último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 7 a 13 de fevereiro, aponta que o preço médio de venda no período, em Pelotas, era de R$ 5,25, na comum. Com o novo reajuste, deve ficar próximo dos R$ 6,00.

Já o preço do diesel também causará novo desconforto no bolso dos condutores. Após o aumento, o combustível chegará aos R$ 2,58 por litro nas refinarias, refletindo o aumento de R$ 0,34. Também de acordo com a ANP, no mesmo período citado, o valor de venda às distribuidoras na cidade era de R$ 3,92 por litro. Após a revisão de valores, o preço do diesel tende a ultrapassar os R$ 4,00. Da mesma forma, em caso de repasse do valor acrescido às refinarias, será encontrado nos postos por R$ 4,56 por litro.

Com os novos reajustes, o litro da gasolina chega ao quarto aumento neste ano, totalizando 34,78% de acréscimo. O diesel subiu 27,72% no mesmo período.

Valor que dói no bolso

Quem vem sofrendo com os recorrentes aumentos são os condutores, principalmente aqueles que dependem do transporte para sustentar a casa. O motorista de aplicativo Mário Keverson, de 42 anos, conta que o preço dos combustíveis tem assustado os trabalhadores do setor, e que é necessário trabalhar cada vez mais para que sobre algum dinheiro ao final do dia. “A gente tem que rodar mais de 200 quilômetros por dia para compensar, é muita coisa. Temos que trabalhar mais de 12 horas, senão a gente fica no ‘zero a zero’, porque trabalhamos de metade com eles (postos). Fora o que tem que gastar com consertos no carro, pneu furado, só para completar os gastos”, relatou.

Os responsáveis pelos postos também estão preocupados com o reajuste e com a recepção dos clientes para os novos preços. “Depois que passou dos R$ 5,00 o pessoal se assustou. O povo se retrai a esses ajustes e acaba procurando outros meios de transporte mais em conta, o que tem realmente nos preocupado”, declarou o gerente do Posto da Bento, Leandro Martins.

O que diz a Petrobrás

Em comunicado, a companhia explica que os reajustes fazem parte, assim como os outros aumentos recentes, do alinhamento de preços com o mercado internacional e com a oscilação do dólar. Segundo a estatal, “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

A nota ainda reitera que os preços e as variações apresentadas “têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais”, e afirma que até chegar aos consumidores são acrescidos tributos federais e estaduais, além de custos para a aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos que praticam a revenda destes.


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