Abono

Com a mão no 13º salário

Trabalhadores privados começam a planejar como vão usar a gratificação, em compras ou dívidas

28 de Novembro de 2019 - 22h34 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Compras e dívidas estão entre as prioridades dos trabalhadores (Foto: Divulgação - DP)

Compras e dívidas estão entre as prioridades dos trabalhadores (Foto: Divulgação - DP)

Após gastar a primeira metade do 13º com doença, a aposentada priorizará os filhos e os netos neste Natal (Foto: Jô Folha - DP)

Após gastar a primeira metade do 13º com doença, a aposentada priorizará os filhos e os netos neste Natal (Foto: Jô Folha - DP)

Pelo menos metade do 13º salário, o abono de Natal, como também é chamado o salário extra de final de ano, deve ser paga nesta sexta-feira (29) para os empregados da iniciativa privada, de acordo com a Lei 4.749, de 12 de agosto de 1965, sem os descontos da Previdência e do Imposto de Renda. Como o dia 30 de novembro cai no sábado, o pagamento é antecipado para esta sexta no caso daqueles efetuados por transferência bancária.

Tem direito à gratificação todo o trabalhador com carteira assinada, os aposentados e pensionistas do Instituto de Seguridade Social (INSS) - que já estão recebendo a segunda metade com os salários deste mês - e também os funcionários públicos - antecipados para os federais ou em situações especiais para os estaduais, mediante empréstimos bancários e parcelamentos, e também para os municipais, situação que deve se definir em Pelotas nos próximos dias.

Para o cálculo do 13º salário, é dividido o salário integral do trabalhador por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados. As horas extras e as adicionais também entram no cálculo da gratificação. A segunda metade do 13º para a iniciativa privada deve ser quitado até 20 de dezembro, mas aí com descontos da Previdência e do Imposto de Renda retido na fonte, conforme a Lei 4.090.

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 81 milhões de brasileiros devem receber o 13º salário neste ano, o que deve representar a injeção de R$ 214,6 bilhões na economia do país. Pagar dívidas e comprar os presentes de fim de ano estão entre as principais destinações desta renda extra.

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), neste ano, mais brasileiros vão utilizar o 13º para comprar presentes. Em 2018, eram 23% e agora, 32%. Já o pagamento de dívidas em atraso é a quarta opção mais citada, com 15%, depois da intenção de poupar ou investir, de 24%, e de gastar nas comemorações, de 22%.

Para a aposentada Neiva Sperling, de Arroio do Padre, a segunda parcela do 13º será usada para gastos mensais - e a sobra para o Natal de filhos e netos. A primeira parcela serviu para seu tramento médico, contou Neiva. A secretária Cleusa Silva, moradora no Arco Íris, recebe nesta sexta integralmente a 13º, já que está entrando em férias. “Em geral, não gasto. Deixo na conta”, explica. Seu objetivo é guardar estes recursos para emergências, que podem incluir, mais adiante, os consertos na casa ou a troca de algum eletrodoméstico do decorrer do ano.


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