Custos

Ceramistas buscam tarifa menor para eletricidade

O setor se sente prejudicado pelo que considera concorrência desleal dos fornecedores de Santa Catarina

14 de Março de 2018 - 13h15 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Olarias. Concorrência de fora preocupa os empresários da Sanga Funda. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Olarias. Concorrência de fora preocupa os empresários da Sanga Funda. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Visita. O geólogo Decker, a presidente Olga Azevedo e o vice José Rabassa divulgam a reivindicação. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Visita. O geólogo Decker, a presidente Olga Azevedo e o vice José Rabassa divulgam a reivindicação. (Foto: Paulo Rossi - DP)

A Associação dos Ceramistas de Pelotas (Acerpel) reivindica redução na tarifa de energia elétrica para o setor, que se sente prejudicado pelo que considera concorrência desleal dos fornecedores de Santa Catarina. Naquele estado, existe subsídio para o fornecimento de energia para a fabricação de tijolos, explicam a presidente da Acerpel, Olga Azevedo, e o vice José Rabassa.

Duas olarias locais fecharam, deixando de produzir 1,5 milhão de tijolos, conta Rabassa. O produto de Santa Catarina chega entre 10% e 15% mais barato para os gaúchos. A saída para as maiores tem sido a exportação para o Uruguai, que utiliza a construção convencional de alvenaria, diz Olga. A produção local de 25 olarias é de quatro milhões de tijolos/mês.

O gerente regional da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Alexandre Madruga, adianta que tomará conhecimento da reivindicação, a ser submetida a estudo técnico pela área comercial local, antes de ser encaminhada à direção do órgão. Madruga não descarta que o benefício em Santa Catarina venha do governo daquele estado.


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