Em baixa

Caged aponta saldo negativo de dois mil empregos

Demissões são consideradas consequência da crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19

03 de Julho de 2020 - 09h17 Corrigir A + A -
Pelotas encerrou o mês de maio com 58,3 mil empregos formais (Foto: Jô Folha - DP)

Pelotas encerrou o mês de maio com 58,3 mil empregos formais (Foto: Jô Folha - DP)

De março até maio, o saldo de empregos formais em Pelotas caiu de 60 mil para 58 mil, aproximadamente. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que divulgou esta semana os números referentes aos cinco primeiros meses de 2020. Segundo o coordenador do Escritório de Desenvolvimento Regional da Universidade Católica de Pelotas (EDR/UCPel), o economista Ezequiel Megiato, a avaliação não é positiva, porém já esperada.

A pandemia do novo coronavírus contribuiu para as muitas demissões registradas no município. Foram 2.074 desligamentos em março, seguidos de 2.128 em abril e 1.542 em maio, totalizando 5.744 demissões no período. Na avaliação de Megiato, a situação já vinha ruim desde o início do ano, quando não estavam em andamento as medidas preventivas à doença.

O saldo de empregos e desempregos ficou negativo em janeiro, com déficit de 711. Foram 2.537 desligamentos para 1.766 admissões. A justificativa seria o término das contratações temporárias realizadas no fim de 2019. “Esperava-se na sequência uma retomada, mas houve um saldo positivo de apenas 15 em fevereiro. Em março, ‘degringolou’ geral”, avalia o economista.

Estudos em sintonia

Os índices do Caged correspondem aos apresentados pela pesquisa realizada pelo EDR durante o mês de maio, com a participação de 200 empresários locais. “Estão em sintonia no sentido de apontar um número elevado de desligamentos”, acredita. O estudo da UCPel identificou que 37,5% dos empresários tiveram de demitir pelo menos um de seus funcionários.

Os dados de ambas pesquisas, conforme Megiato, mostram o quanto a crise é grave e atinge diversos setores da economia local. A expectativa para junho e julho é que o saldo mantenha a média de abril e maio. “Mesmo nos lugares que se flexibilizou o isolamento, as pessoas não voltaram ao comércio significativamente. Quando os empresários abriram as portas, perceberam que o mercado mudou, encontra-se bem diferente do que era antes”, analisa.


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