Recursos

Bolsonaro festeja resultado de leilão de excedentes da cessão onerosa

Mesmo sem a licitação de duas das quatro áreas, o leilão teve a maior arrecadação da história dos certames promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

07 de Novembro de 2019 - 17h30 Corrigir A + A -
Na avaliação de Bolsonaro, é preciso ainda aproveitar o interesse do mercado nesse tipo de energia, já que o mundo caminha para a diversificação da matriz energética.

Na avaliação de Bolsonaro, é preciso ainda aproveitar o interesse do mercado nesse tipo de energia, já que o mundo caminha para a diversificação da matriz energética.

O presidente Jair Bolsonaro comemorou nesta quinta-feira (7) o leilão dos excedentes da cessão onerosa do pré-sal e disse que, apesar da arrecadação ter sido menor que a prevista, foi o maior leilão já realizado na indústria do petróleo.

"Arrecadou menos porque metade das áreas não teve oferta. Segundo a nossa equipe, ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, o próprio [ministro da Economia] Paulo Guedes, foi o maior leilão do mundo até o momento", disse ao deixar o Palácio da Alvorada.

O leilão do excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras, realizado nesta quarta (6), no Rio de Janeiro, teve uma arrecadação de R$ 69,960 bilhões em bônus de assinatura. A previsão era de até R$ 106,5 bilhões, mas dois dos quatro blocos não receberam ofertas das 14 empresas habilitadas a participar.

Mesmo sem a licitação de duas das quatro áreas, o leilão teve a maior arrecadação da história dos certames promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A arrecadação de bônus de assinatura é a maior de todos os outros leilões já realizados pela agência reguladora, somados.

“Não adianta ter petróleo embaixo da terra e não ter como explorá-lo. E vocês devem estar sabendo que essa matriz que vem do fundo da terra a tendência é ir diminuindo porque outras fontes de energia vão aparecendo no mundo", afirmou o presidente.

Reforma administrativa
O presidente afirmou ainda que a proposta de reforma administrativa do governo deve ser encaminhada ao Congresso na próxima terça-feira (12).

Essa proposta deve reduzir o número de cargos intermediários e mudar a estabilidade de novos concursados para o serviço público.

“Pedimos mais uma semana [para a elaboração do texto], foi muita boa notícia essa semana. Temos que mandá-la pra lá com a menor quantidade possível de arestas”, explicou.

Na última terça-feira (5), o governo entregou ao Senado três propostas de Emenda à Constituição (PECs) – do Pacto Federativo, da Desvinculação dos Fundos e da Emergência Fiscal. Já a reforma administrativa vai para a Câmara, assim como o Projeto de Lei das Privatizações. E a PEC da Reforma Tributária será examinada por uma comissão mista.

O pacote de medidas, apelidado pelo Executivo de “Plano Mais Brasil”, abrange a organização do Estado e do serviço público; altera regras e obrigações relacionadas ao orçamento público e reconfigura as formas de repartição de recursos entre União, estados e municípios.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados