Alternativa

Aposta no MEI para ganhar mercado nos negócios

Ao longo de uma década, a renda média familiar deste segmento atingiu R$ 4,4 mil, o equivalente a quatro salários mínimos

03 de Setembro de 2019 - 13h31 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Oportunidade. Ivan Vanzar escolheu a alimentação para iniciar como MEI, mas já passou a microempresário. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Oportunidade. Ivan Vanzar escolheu a alimentação para iniciar como MEI, mas já passou a microempresário. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Segundo a sexta edição da Pesquisa do MEI, realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em todo o país, o Microempreendedor Individual é responsável pela única fonte de renda para 1,7 milhão de famílias, o que significa que 5,4 milhões de pessoas dependem dele. Ao longo de uma década, a renda média familiar deste segmento atingiu R$ 4,4 mil, o equivalente a quatro salários mínimos.

Atraídos por benefícios da formalização, com a possibilidade de emitir notas e fazer compras mais baratas, e das garantias previdenciárias, muitos deles veem esta condição como porta de entrada para concretizar seus primeiros negócios ou de criar novas oportunidades, como ocorreu com o paraense Ivan Vanzar, hoje proprietário da Yba Açaí, uma distribuidora do tradicional açaí, e sócio da Good Diet, especializada na produção de doces fitness.

Músico na Madame Saata, Vanzar veio trabalhar no Polo Naval com o fim da banda paulista. Quando o trabalho em Rio Grande também acabou, ele viu na alimentação saudável um nicho de mercado. “Arrisquei e acertei”, conta o empresário, que comercializa o legítimo açaí. O próximo passo foi passar seu negócio para condição de microempresa, o que lhe abriu novas possibilidades.

Hoje, impulsionado pela sazonalidade da venda do açaí, Vanzar apostou em outro nicho de mercado, o da linha fitness, para criar a segunda empresa, a Good Diet, em sociedade com a esposa Marcela. Aos 37 anos, o empresário, que começou gerando apenas um emprego como MEI, tem seis empregados nos dois empreendimentos. “De fato, mudou muito”, reconhece Vanzar.

Já a pelotense Mariele Ricachenevski, de 29 anos, formada em Direito, resolveu apostar em um brechó. Formalizada há dois anos, com os benefícios gerados através do MEI, hoje trabalha com o e-commerce para todo o Brasil. “Posso emitir nota fiscal e comprar de outras empresas, como fornecedoras”, diz Mariele, que trocou o endereço do negócio de casa para uma sala comercial.

Mais informações
►Hoje, Pelotas tem 17.577 MEIs e Rio Grande, 9.348, de acordo com números fornecidos pela Regional Sul do Sebrae gaúcho.

►Os demais municípos da região, que são 21 cidades, de acordo com a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), somam 15.365 MEIs.

►Segundo a Sala do Empreendedor da Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, em janeiro deste ano foram inscritos 48 novos MEIs, número que passou para 87 em junho.

►O que é um MEI? É um profissional autônomo que passa à condição de formalizado, com CNPJ e emissão de nota fiscal e direitos como aposentadoria, licença-maternidade e afastamento remunerado por problemas de saúde, mas com a obrigação de pagar impostos em condições especiais.


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