Vendas

Alternativas para o comércio sobreviver à pandemia

Vice-presidente do Sindicato dos Panificadores de Pelotas (Sindippel), Jorge Almeida da Silva ainda não viu queda nas vendas de pães, mas uma mudança de hábito dos consumidores

19 de Março de 2020 - 14h29 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Para Silva, a preocupação maior está focada com a alimentação que é consumida em bares, restaurantes e lancherias. (Foto: Jô Folha - DP)

Para Silva, a preocupação maior está focada com a alimentação que é consumida em bares, restaurantes e lancherias. (Foto: Jô Folha - DP)

A preocupação com a sobrevivência das empresas diante da crise econômica trazida pelo coronavírus movimenta um ramo específico de negócios, que produz e comercializa alimentos fora do lar e procura trazer para o mercado alternativas para não fechar as portas.

Vice-presidente do Sindicato dos Panificadores de Pelotas (Sindippel), Jorge Almeida da Silva ainda não viu queda nas vendas de pães, mas uma mudança de hábito dos consumidores, que estão antecipando suas compras ao final da tarde, para chegar mais cedo em casa.

Com isso, as padarias estão fechando mais cedo e evitando também que os clientes permaneçam por mais tempo em filas junto aos caixas para o pagamento das compras. Para Silva, a solução veio através do funcionamento de mais caixas na padaria.

A preocupação maior está focada, explica Silva, com a alimentação que é consumida em bares, restaurantes e lancherias. Na cafeteria, o empresário já viu cair o consumo no local. “De 30% a 50%, são compras no balcão, para levar para casa”, explica, contando também que aumentaram as tele-entregas. Na cafeteria, o número de mesas foi reduzido, aumentando o espaço de circulação entre elas.

Para os donos de restaurantes, a preocupação com a manutenção dos empregos é grande, diante do fraco movimento. O empresário Márcio Ávila coloca em prática alternativas que não gerem desperdício de alimentos, com as sobras colocadas fora.

Seus clientes foram reduzidos para um terço e a solução foi oferecer três opções de cardápio, tanto servidas no restaurante como retiradas no local, quando o cliente antecipa o pedido pelo telefone, ou através da tele-entrega, com estrutura própria. Há 20 anos no mercado pelotense, o restaurante de Ávila gera, atualmente, 16 empregos.

As três opções diárias de cardápio são divulgadas diariamente aos clientes pelas redes sociais, principalmente Instagram e Facebook, das quais os proprietários de restaurantes se valem para driblar a crise trazida pelo coronavírus. Segundo o empresário, as alternativas de tele-entregas ou retiradas de pratos prontos para consumir em casa são tendência crescente no cenário nacional.

Dicas do gerente de Competitividade do Sebrae, César Rissete
►Reforce a higiene na cozinha, no salão e no escritório.
►Reduza em um terço a quantidade de mesas e estabeleça a distância entre elas de dois metros.
►Aumente a entrega por delivery ou incentive o consumidor a encomendar e buscar no restaurante.
►Negocie com aplicativos de delivery a redução da cobrança de taxa.
►Busque diversificar fornecedores, preferencialmente locais.


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