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Videodança estreia mostra on-line nesta terça-feira

Festival Internacional, que tem 25 filmes selecionados em edital, pode ser assistido pelo YouTube

11 de Agosto de 2020 - 09h23 Corrigir A + A -
Estar a par - Passo a passo é um dos vídeos destacados pelo Festival (Foto: Reprodução - Vídeo Passo a passo)

Estar a par - Passo a passo é um dos vídeos destacados pelo Festival (Foto: Reprodução - Vídeo Passo a passo)

Será realizada nesta terça-feira (11), às 18h, a abertura remota da Exposição Virtual do 1º Festival Internacional de Videodança do Rio Grande do Sul (FIVRS). O encontro é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais e do curso de Dança da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a Fundação Ecarta. O lançamento virtual dos trabalhos selecionados pode ser assistido no site do evento e no canal do YouTube. Após o lançamento, a mostra ficará disponível para ser assistida até dia 21 deste mês, às 18h.

De acordo com os organizadores, a videodança é uma arte híbrida que imbrica as linguagens das artes do vídeo, da dança, do corpo e do movimento em um amplo espectro de conformações. Em sintonia com as transformações tecnológicas, socioculturais e artísticas, está em constante devir, expandindo-se e ressignificando-se em diferentes ambientes e plataformas, e, pouco a pouco, definindo seu espaço no campo das artes nacional e internacional. Com uma mirada que emerge do sul do Brasil, o FIVRS tem como desejo promover e visibilizar reflexões e debates acerca da videodança e de suas mutantes e mutáveis conformações.

O Festival é realizado por meio de uma convocatória internacional, que ocorreu entre os meses de março a abril deste ano, a artistas e realizadores. A seleção dos trabalhos ficou a cargo do comitê de avaliadores convidados, formado por Ximena Monroy Rocha, diretora e curadora do festival Agite y Sirva _ Festival Itinerante de Videodanza, do México; Ladys Gonzales, diretora do Corporalidad expandida, Argentina; Paulo Caudas, diretor artístico e curador do Dança em Foco, Brasil; e Ana Sedeño Valdellós, criadora audiovisual e professora da Universidad de Malaga, Espanha.

Reflexões e debates

Os 25 filmes selecionados em edital para a mostra estão categorizados em: corporalidades, corpografias urbanas e distópicas, e naturezas incorporadas, conforme critérios dos avaliadores. "A mostra vai ganhar itinerâncias em Pelotas, Santa Maria e Espanha", adianta a pesquisadora da UFPel e integrante da organização do festival, Rosângela Fachel.

O 1º FIVRS recebeu trabalhos oriundos de 15 estados do Brasil _ Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Pernambuco, Paraná, Sergipe, Amapá, Pará, Goiás, Paraíba, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio de Janeiro _ e de países da Europa, América do Norte e do Sul _ Argentina, Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México e Portugal.

A programação do festival inclui transmissão de reflexões e debates virtuais com alguns dos realizadores dos filmes selecionados, em datas a serem confirmadas. De acordo com Rosângela, a videodança acena expansão e traz ressignificações em diferentes ambientes e plataformas. As lives têm transmissão pelo Instagram do FIVRS e a mostra e demais atividades acontecem pelo YouTube e no site do festival.

Trabalhos selecionados:

Abaixo do Equador, de Adriano André Rosa da Silva _ Natal/RN _ Brasil

ANOD, de Marta Arjona _ Valls / Sarral /Espanha

Bicho, de Felipe Rocha Bittencourt _ São Paulo/SP _ Brasil

Caminhada, de Luiza Monteiro e Souza _ Belém/PA _ Brasil

Cidade Coreográfica, de Paulo Henrique Albuquerque Pontes _ Recife/Brasil

Contrapontos, de Guilherme Barbosa Schulze _ João Pessoa/PB _ Brasil

Corpo-Somático, de Rafaela Pereira _ Aparecida de Goiânia/Brasil

Estar a Par _ passo a passo, de Tales Frey _ Catanduva-SP _ Brasil /Porto _ Portugal

Fardo, de Leda Siloto _ Assis/SP _ Brasil

Fim dos tempos, de Edson Ferraz _ Porto Alegre _ Brasil

Hold me, de Rafael Bolacha _ São Paulo/SP _ Brasil

Impulso, de Michel Schettert _ Rio de Janeiro/RJ _ Brasil

Inside (Inhabited Landscapes), de Carmen Porras _ Granada/ Espanha

La loba, de Edielson Vidal _ Belém/PA _ Brasil

Moiado, de Victor Yuri _ Ribeirão Preto/SP _ Brasil

O grito, de Larissa Aparecida Kremer _ Blumenau/SC _ Brasil

Obra, de Maria Luiza Teodoro Guimarães _ Uberlândia/Minas Gerais _ Brasil

Orlo Hem, de Filomena Rusciano _ Sant'Agata de'goti/Itália

Pogo, de Ana Carvajal _ Santiago/Chile

Ruído, de Geórgia de Macedo Garcia _ Porto Alegre/RS _ Brasil

Soliloquio, de Lorena López Aguado _ Ciudad de México/México

The last children, de Fu LE _ França

Ut(r)opical, de Martin Pablo Groisman _ Buenos Aires, Argentina

VDO 1.6, de Kepa Landa _ Espanha

Verde que te quiero ladrillo, de Esteban Rodriguez _ Bolívia


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