Com carinho

Uma herança para ser celebrada

No dia da Consciência Negra, sexta-feira, diferentes ações vão lembrar o legado da mestre griô

18 de Novembro de 2020 - 15h35 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Marcha: Sirley Amaro foi homenageada em 2019 (Foto: Paulo Rossi - Infocenter - DP)

Marcha: Sirley Amaro foi homenageada em 2019 (Foto: Paulo Rossi - Infocenter - DP)

Nesta sexta-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o legado da griô Sirley Amaro será lembrado por diferentes coletivos que integram o Movimento Negro de Pelotas. Uma dessas atividades será novamente um cortejo, ação retomada há três anos e que no ano passado homenageou a mestra. Por sua vez o UFPReta - Movimento de Resistências da UFPel está organizando a live Contação de Histórias: Mestra Griô Sirley Amaro. Sirley Amaro faleceu no dia 28 de outubro, aos 84 anos.

Extremamente ativa na luta pela valorização da cultura negra e do papel dos afrodescendentes na construção social e econômica de Pelotas, Sirley dividia com muito amor e alegria seus conhecimentos ancestrais. Por este motivo, no ano passado, vários coletivos do Movimento Negro de Pelotas se reuniram para prestar homenagens à griô. Foram cerca de dois meses construindo o evento e com a participação dela em todas as reuniões.

Esse ano a ideia era voltar a contar com ela na construção de uma nova marcha, o que ocorria desde setembro. A griô ainda teve tempo de dar sua contribuição na arte e na temática desde ano, que seria sobre o genocídio da população negra indígena. Sirley ainda sugeriu que essa denúncia partisse do ponto de vista da vida.

Depois da morte da griô os grupos de trabalho resolveram mudar o tema e novamente homenageá-la. Desta forma a ação foi rebatizada de Marcha Mestra Griô Sirley Amaro: Pela nossa história e ancestralidade.

A ação vai ocorrer na sexta-feira com concentração, às 14h, no Altar da Pátria da avenida Bento Gonçalves e ato político/cultural às 16h, no Largo Edmar Fetter do Mercado Público. Haverá ainda parada na rua Major Cícero, entre 15 de Novembro e Andrade Neves, onde a mestra passou a infância. “Com a missão de cumprir sua vontade de levar a vida e a educação para as ruas pelotenses, manteremos sua memória viva através do canto, da música, da dança, da poesia e da luta coletiva”, divulgaram os organizadores.

Para garantir a segurança sanitária de todos envolvidos no ato é obrigatório o uso de máscaras e de álcool em gel, além do respeito ao distanciamento social de 1,5 metro entre pessoas.

Live no Facebook

Também na sexta-feira, às 20h30min, a live da UFPReta - Movimento de Resistências da UFPel vai lembrar a militância cultural da griô, além de agradecer e saudar os saberes ancestrais aprendidos. O evento on-line vai ser transmitido pelo Facebook (/resistenciasufpel) do movimento.

A Contação de histórias vai reunir amigos e militantes do Movimento Negro que conheceram a mestre. Eles irão relembrar histórias e vivências que tiveram com ela. A mediação é da Ana Langone, com participação da indígena Kaingang Vangrê, Ediane Oliveira, Daniel Amaro, mestre griô Dilermando de Freitas e Maria de Fátima representando a Coperarte. A UFPReta também participa da marcha.

O quê
Marcha Mestra Griô Sirley Amaro: Pela nossa história e ancestralidade

Quando
sexta-feira às 14h

Onde
concentração no Altar da Pátria da avenida Bento Gonçalves

O quê
live Contação de Histórias: Mestra Griô Sirley Amaro

Quando
sexta-feira às 20h30min

Onde
Facebook (/resistenciasufpel)


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