Atrações

Um sábado de feira na praia

De um canto ao outro dos balneários Valverde Santo Antônio, variedades em produtos atraíram frequentadores da Orla da Lagoa

22 de Janeiro de 2022 - 20h22 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Artesanato na Rua terá nova edição no aniversário do Laranjal (Foto: Jô Folha - DP)

Artesanato na Rua terá nova edição no aniversário do Laranjal (Foto: Jô Folha - DP)

Feira da alma reuniu 48 expositores.  (Foto: Jô Folha - DP)

Feira da alma reuniu 48 expositores. (Foto: Jô Folha - DP)

Ângela e Simone idealizaram a feira Holos.  (Foto: Jô Folha - DP)

Ângela e Simone idealizaram a feira Holos. (Foto: Jô Folha - DP)

A caminhada de quem costuma frequentar o calçadão do Laranjal ficou mais atrativa na manhã deste sábado (22). Mesmo sob um sol escaldante e uma sensação térmica de quase 40ºC, artesãos expuseram seus trabalhos no Artesanato na Rua, bem em frente a um cartão postal da praia, o trapiche - ambiente perfeito que permite se refrescar à sombra das árvores ou nas águas mansas da laguna. Na outra ponta, na Marina, 48 trabalhadores artesanais inauguraram a exposição Holos, a feira da alma, uma novidade para quem precisa vender seus produtos e para quem curte algo diferenciado, criativo e, quem sabe, único.

Moradora do Laranjal, a aposentada Laura Cristina Stosch olhou banca por banca do Artesanato na Rua e achou maravilhosas. "São peças bem bonitas e bem trabalhadas", disse, admirada. Ela diz acreditar que a iniciativa deve ser incentivada para que haja mais bancas e também por sentir falta de algo diferente durante o período de temperatura mais amena. "Com certeza vai ter público."

Já a psicóloga da Escola Louis Braille, Ana Lúcia Afonso Pereira, conta que descobriu o evento pelo Facebook do Diário Popular e foi até lá conferir e comprar um "abacaxi roxo", entre as diversas suculentas. "O Laranjal precisa ser cada vez mais valorizado. Já fizeram muitas melhorias e precisamos de eventos como este."

A boa notícia vem da presidente da Associação Pelotense dos Artesãos de Pelotas, Adriane Waltzer, com o estudo e a possibilidade de se realizar a feira uma vez por mês, durante todo o ano. "Temos tido bom retorno, pois todos quiseram continuar com a exposição. E mesmo que as pessoas estejam caminhando, depois retornam para adquirir alguma peça", revelou. A próxima edição será em comemoração aos 70 anos do Laranjal, no dia 29, realizada ao lado da Casa da Praia do Sesc e da prefeitura.

Adriane é responsável por trabalhos como pet embutidos, fantoches e brinquedos artesanais. E a variedade não para por aí. Entre os demais trabalhos expostos no trapiche, estão as peças de Daiane e Mateus, feitas em madeira e personalizadas com pirógrafo, sendo que o cliente pode fazer encomendas. Já Paula Moraes faz um artesanato consciente através de mosaico, no qual ela reaproveita retalhos de vidros e espelhos, além de retalhos de azulejos, pra formar peças exclusivas. As amigas Célia Peil e Vânia Teixeira levaram para a praia velas artesanais e costura criativa. Quem curte souvenires e tradições, ainda pode aproveitar as opções da banca da artesã Marleci Amorim Dutra. E se o assunto é suculentas, o público encontrou bastante variedade em três bancas, com preço inicial de R$ 3,00. "Este sábado está sendo bem melhor de público", observou a expositora Vera Menezes.

Trabalho que vem da alma

Quem trabalha com arte quer que seu produto seja valorizado e, claro, adquirido. Duas amigas se deram conta que as feiras só ocorriam em datas comemorativas e não tiraram da cabeça a ideia de promover um evento em que pudessem vender aos finais de semana também. Ângela Magalhães e Simone Carvalho foram, então, em busca de locais na praia e conseguiram um espaço novo e atrativo: a Marina.

Com a ajuda do proprietário de um estabelecimento no prolongamento da avenida principal da praia, uma área de estacionamento virou em uma grande feira de tudo, com espaço para 53 expositores. "Alguns positivaram para a Covid, então vieram 48", explicou Ângela, surpresa pela grande adesão.

Dois dias após a divulgação, as vagas estavam esgotadas, o que animou ainda mais as organizadoras. Elas optaram por limitar o tipo de produto comercializado, para manter a diversificação. E deu certo. O público, mesmo com o calorão, aos poucos foi chegando na Holos, a feira da alma, que não ficará apenas na primeira edição, garantiu a dupla criativa. "Não tem nada melhor do que falar com o público e mostrar pra ele o teu trabalho, mesmo que a venda venha depois pelo Instagram", comentou Ângela.

No espaço, quase à beira da Lagoa dos Patos, o público encontrou desde pinturas, trabalhos em madeira, crochê, tricô, bordados, agendas personalizadas, bijuterias, brechó, discos antigos, e fotografias que dão sentido a peças em madeira de uma Pelotas antiga, mas sempre renovada em criatividade. A próxima edição deve sair tão logo Ângela e Simone marcarem a data.


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