Web TV

Salve Arte retoma programas inéditos

Apresentação é na noite desta terça-feira pelo canal oficial da proposta no Youtube

02 de Março de 2021 - 11h52 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Leandro Maia é um dos convidados desta edição (Foto: Daniela Xu - Especial DP)

Leandro Maia é um dos convidados desta edição (Foto: Daniela Xu - Especial DP)

Vai ser exibido nesta terça-feira (2), a partir das 20h, pelo Youtube o sétimo programa do Salve Arte Festival. Desta vez participam os artistas Leandro Maia, Palhacicóloga Criatura, Hermanos Araújo, Simüniê, Desirée Salles e os grupos Você Sabe Quem Cia de Teatro e Matudari. Até abril serão apresentados mais nove edições ao estilo web TV. O projeto tem financiamento da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, através do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Sedac/RS.

A edição de hoje traz mais um programa inédito do projeto que começou em agosto do ano passado com a exibição de programas virtuais reunindo diferentes artistas da Zona Sul do Estado, apresentados por padrinhos, também artistas, de outras partes do país e, agora, até de fora dele. A iniciativa ambiciosa do músico Kako Xavier, fundador da Casa do Tambor, no Laranjal, na primeira fase uniu parceiros que apostaram na viabilidade do projeto.

Agora contemplado pela Aldir Blanc, o Salve Arte Festival ganhou nova dimensão e está fortalecido. "Com a chegada do recurso toda a nossa estratégia de divulgação, de contratação de equipe de produção virou profissional, ficou mais concreta", comenta. A proposta ainda ganhou mais envolvimento dos artistas que estão apadrinhando os espetáculos daqui.

O projeto prevê 112 apresentações divididos em 16 programas. "A gente vê a quantidade de pessoas que já passou pelo Salve Arte a ainda não estamos nem na metade do que projetos", comemora Xavier.

Nos bairros

Além da valorização do trabalho de todos os envolvidos com a remuneração, o que não ocorria antes do projeto ser contemplado em edital, o Festival ganhou outras possibilidades, como a apresentação ao vivo e a exibição em para pequenos públicos. Xavier explica que o ao vivo ocorre como em um programa de TV, em que o apresentador chama as atrações, estas sim exibidas em vídeo gravado, e conversa com convidados, como o que já ocorreu com o professor e cineasta Rafael Andreazza e com o artista plástico Zé Darci, entre outros.

A Casa do Tambor também tem um telão que está reservado para exibir esses programas ao vivo, como uma espécie de cinema, ao ar livre, instalado no pátio. Entretanto, por causa do recrudescimento da pandemia essa ideia ainda não foi possível ser colocada em prática. "Poderiam vir cerca de 30 pessoas na Casa do Tambor, que é a realizadora do projeto, e assistirem o que está sendo apresentado ali no ao vivo. Esse é um plano do projeto."

Uma outra ação quer levar o telão para os bairros. A ideia é exibir uma edição especial e compacta do programa com todos os artistas que se apresentaram naquele mês, pegando por exemplo, uma composição de cada músico. Durante o período de bandeira laranja o Festival chegou a ir até o Dunas e na Castilho, porém nestes dias choveu e o material teve de ser recolhido. "Montamos tipo um cinema de rua, a gente limitou o público e distribuímos máscaras." A expectativa é de que a ação deva ocorrer ao final do projeto nos locais já citados e em outros pontos da periferia da cidade.

Circuito daqui

Para Xavier o Festival, além de ter criado um espaço divulgação do trabalho dos artistas e ter fomentado renda para outros trabalhadores do setor, apresenta-se como uma iniciativa que quer contribuir para que se modifiquem hábitos e preconceitos. O "costume" que Xavier quer ajudar a mudar passa pela valorização do que é local.

O músico comenta que a maioria dos artistas da Zona Sul tem um cenário limitado de atuação e o sonho de consumo é expandir horizontes para o centro do país. "Será que não é mais interessante modificar o cenário que temos aqui fazendo com que artistas de Jaguarão busquem espaços em outros locais para que a arte desse município, por exemplo, circule por Rio Grande, Pedro Osório, São Lourenço, entre outros?", questiona.

A intenção é que depois da pandemia um artista de Pelotas tenha um circuito aqui na Zona Sul do Rio Grande do Sul para ele trabalhar. "Talvez a gente não precise se preocupar muito em sair daqui e sim atrair os olhares para cá."

Lançamento

No programa de hoje os organizadores do programa vão lançar um desafio aos expectadores. A ideia é estimular o público a gravar um vídeo com a sua interpretação do jingle do programa. O melhor vai ganhar um prêmio e ter seu vídeo exibido no programa de número oito.

O Salve Arte ainda vai abrir a possibilidade de o público indicar um artista que ainda não tenha aparecido no programa. As indicações podem ser feitas pelo site do programa.

Na programação

Você sabe quem Cia de Teatro apresenta o fragmento Rádio Teatro VSQ, em que foi criado durante a pandemia com leituras dramáticas de texto e esquetes, através da linguagem que brinca com a temática de uma radionovela, onde a plateia assiste de casa e experimenta o fazer teatral. Madrinha: Roberta Selva, de Pelotas.

Simüniê apresenta o fragmento do espetáculo de dança Construindo vidas, que traz a construção familiar e profissional de jovens negros com filhos, mostrando a questão a partir do viés racial. Madrinha: Fernanda Echuya, de Paraty.

 Hermanos Araújo vêm da fronteira Jaguarão/Rio Branco com um trabalho musical baseado no pop baladeiro com pegada latina, através de canções que falam dos relacionamentos e cotidianos. Padrinho: Richard Serraria, de Porto Alegre.

Palhacicóloga Criatura é um espetáculo de circo da artista Luana Moane, tratando de saúde mental e técnicas de equilibrio. Tudo isso regado a muita alegria. Madrinha: Palhaça Miacura de Rio Grande.

Matudari, banda formada na praia do Laranjal, que tenta resgatar as raizes da música brasileira, apresenta duas músicas autorais com o espetáculo “Um Salve do Mato”. Padrinho: Esdras Bedai, do Rio de Janeiro.

Desirée Salles, cantora e musicista do Rio de Janeiro, residente em Pelotas, apresentará um espetáculo com músicas feitas do coletivo musical Sarau da Vela, do qual fez parte. Músicas que falam sobre raizes, história do povo negro e ancestralidade. Ela também apresentará uma poesia cantada sobre suas raízes. Padrinho: Alan Rocha, do Rio de Janeiro.

Leandro Maia apresenta duas canções do seu filme recém lançado Paisagens com canções que contam sobre seus 20 anos de carreira, sua trajetória de retorno ao Brasil, após um período passado na Inglaterra, além de uma canção feita especialmente para o prêmio Ibermúsicas. Madrinha: Loma Solaris, de Porto Alegre.

Serviço:

O quê: Salve Arte Festival - Programa 7

Quando: terça-feira (2), a partir das 20h

Onde: transmissão pelo Youtube oficial

Realização: Casa do Tambor

Coordenação Geral e Apresentação: Kako Xavier

Site oficial: salveartefestival.com

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados