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Prêmio Trajetórias Culturais divulga lista de classificados

Edital que homenageou Dona Sirley Amaro reconheceu o caminho de 1,5 mil artistas gaúchos através da Lei Aldir Blanc

07 de Abril de 2021 - 11h47 Corrigir A + A -
Carreira. Contemplado no edital, Kako Xavier trabalhou a 
vida inteira com a arte

Carreira. Contemplado no edital, Kako Xavier trabalhou a vida inteira com a arte

Está disponível no site do Prêmio Trajetórias Culturais - Mestra Sirley Amaro a lista preliminar das 1,5 mil trajetórias culturais classificadas. O prêmio é executado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Sedac) e pelo Instituto Trocando Ideia, formalizado por meio de chamada pública e financiado pela Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020) com o objetivo de facilitar o acesso a recursos para um dos segmentos mais afetados com a pandemia do coronavírus, a cultura.

O edital é um reconhecimento do Estado e da sociedade civil às pessoas que vivem da cultura e transformam vidas por meio da arte nas diferentes comunidades. A seleção assegurou 51% das vagas para cotas sociais - autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas, ciganos, mulheres trans/travestis, homens trans e pessoas com deficiência (PCDs).

Entre os dias 5 e 12 de abril, as pessoas que participaram da seleção poderão acessar o sistema de avaliação, conferir suas notas e entrar com recurso, caso necessário. Casos de vedações poderão ser informados pelo e-mail: recurso.premiotrajetoriasculturaisrs@gmail.com.

Entre os dias 5 e 9 de abril, as pessoas que participaram poderão acessar o sistema de avaliação, conferir suas notas e entrar com recurso, caso necessário, pelo e-mail recurso.premiotrajetoriasculturaisrs@gmail.com.
Para mais informações sobre o prêmio, contatar o Instituto Trocando Ideia pelo site premiotrajetoriaculturalrs.com.br ou pelo e-mail: premiotrajetoriaculturalrs@gmail.com e através das redes sociais do projeto.

Orgulho

Entre os aprovados da região está o músico Kako Xavier. São já 40 anos de uma trajetória sempre voltada à arte e, agora, reconhecida. Mais especial ainda que o valor tenha sido dado através de prêmio que leva o nome de Sirley Amaro, uma grande parceira do artista. “Ela foi uma mãe da nossa cultura, sempre teve esse desejo pela troca de saberes. Algo que também sempre foi muito presente na minha carreira. Tivemos muitos momentos bonitos, como quando cantamos em um festival uma música feita por mim e pelo Eduardo Amaro. Foi uma mulher muito corajosa, a arte sempre a levou para lugares muito diferentes. Essa homenagem vai ficar para a história”, comenta.

A Lei Aldir Blanc tem sido importante para a carreira solo de Kako e para os demais projetos do artista, como A Casa do Tambor, a Tamborada e o Salve Arte Festival, com já oito edições realizadas através do fomento público. “Os editais têm sido muito importantes até como uma forma de testar os artistas. Estamos, juntos, tentando organizar uma rede de apoio para aqueles que não estavam preparados”, aponta.

“Para mim, particularmente, tem sido renovador. São oportunidades para que eu me encontrasse de novo dentro da profissão.”


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