Restauração

Prédio da Escola de Belas Artes pode ser revitalizado

A proposta integra lista de selecionadas por programa do BNDES e agora depende da escolha de empresas parceiras

15 de Novembro de 2021 - 09h31 Corrigir A + A -
 (Foto: Jô Folha - DP)

(Foto: Jô Folha - DP)

O recente anúncio de que a revitalização do prédio da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foi selecionada pelo projeto Resgatando a História, aumentou a expectativa de que em breve as atividades no local sejam retomadas. Com um custo de R$ 5 milhões, a proposta foi submetida pela Fundação Delfim Mendes Silveira, braço de apoio à universidade, e ficou classificada na sétima colocação de uma lista que possui ao todo 21 projetos de todo país.

O diretor-presidente da Fundação, César Bergoli, explica que, mesmo selecionado, o restauro ainda não está garantido, pois depende agora que os parceiros escolham a proposta. O Resgatando a História é um projeto criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e reúne outros cinco apoiadores da iniciativa privada. O edital possui um valor total de R$ 200 milhões; R$ 150 milhões destinados pelo banco e R$ 50 milhões dos parceiros. A lista divulgada no dia 5 de novembro possui outros 20 projetos que estão à disposição para serem escolhidos.

O edital estabelece que nas propostas executadas na Região Sul, o BNDES pode encaminhar, no máximo, 65% do valor e os parceiros no mínimo 35%. Já para a instituição que apresentou a proposta é exigida uma contrapartida mínima de 17,5% caso seja necessário. Porém, o pró-reitor de Planejamento em exercício da UFPel, Denis Franco, diz que o projeto possibilita que as empresas parceiras tenham a opção de custear toda a proposta ou somente uma parte do valor. “A universidade tem esse recurso, mas ela também pode optar por recorrer a outros parceiros. Não existe o risco da universidade não entrar com o recurso. A gente só ainda não sabe se será da própria universidade ou de algum parceiro local”, comenta.

Otimismo para a seleção

Por estar em sétima colocada na lista e ser a única proposta do Rio Grande do Sul, a expectativa pela seleção do projeto para receber o recurso ficou ainda maior. “Para nós foi uma conquista bastante importante para a universidade como um todo pelo envolvimento de vários servidores na criação dessa proposta. A classificação que nós conseguimos é muito satisfatória. Estamos orgulhosos e ficamos na expectativa de que isso se concretize, que o prédio seja recuperado e devolvido para as atividades para as quais ele é destinado”, destaca a reitora da UFPel, Isabela Andrade.

“Estamos bem otimistas, têm grandes chances de conseguir, até por ter ficado em sétimo colocado”, comenta Bergoli. O responsável pela Fundação Delfim Mendes Silveira ainda explica que cumprindo um dos requisitos do edital, o projeto também foi encaminhado ao Ministério da Cultura em busca de autorização para que a iniciativa privada possa destinar recursos e agora aguardam a publicação da portaria.

Um espaço para a cultura

A Escola de Belas foi fundada em 1949 com o propósito de funcionar como espaço de valorização da cultura no município. O prédio, entretanto, foi doado à Universidade Federal de Pelotas na década de 70 pela família de Carmem Trápaga Simões. Com o passar do tempo, o local acabou apresentando problemas estruturais, até ser interditado completamente em 2010. Situação que se mantém até hoje.

Segundo a arquiteta e coordenadora de desenvolvimento do Plano Diretor da universidade, Cíntia Essinger, a proposta é revitalizar o prédio e retomar as atividades. No segundo andar da edificação há um auditório que deverá ser reativado com equipamentos de boa qualidade. Já no térreo, haverá espaço para oficinas que serão realizadas com a parceria de escolas e também algumas abertas ao público.

Se for contemplado pelos recursos do Resgatando a História, a revitalização do prédio inclui a implantação de acessibilidade nas partes internas e externas, construção de novos banheiros, revitalização das esquadrias e dos pisos de madeira e pedra portuguesa presentes no interior do prédio, além da troca do entrepiso que apresenta problemas e seria substituído por uma estrutura metálica. O custo da obra é de R$ 5.198.875,00.


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