Diálogo on-line

Polarização política no Brasil é tema de live

Encontro virtual entre os pesquisadores Aleksander Antunes (UCPel) e Rodrigo Nunes (PUC-Rio) ocorre pelo Facebook

16 de Junho de 2020 - 10h06 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Os professores Aleksander Antunes e Rodrigo Nunes conversam sobre a radicalização política  (Foto: Divulgação - DP)

Os professores Aleksander Antunes e Rodrigo Nunes conversam sobre a radicalização política (Foto: Divulgação - DP)

O ensaio Todo lado tem dois lados: sobre a ideia de ‘polarização’, publicado na revista Serrote #34, em março deste ano, norteia a live que o Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais e Direitos Humanos (PPGPSDH), da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), realiza nesta terça-feira (16), às 17h. Para falar sobre a radicalização política no Brasil atual foram convidados o professor da UCPel, Aleksander Antunes, e o pesquisador Rodrigo Nunes, docente do departamento de Filosofia da PUC-Rio, autor do texto. O encontro tem transmissão pela fanpage do PPG.

O recente artigo de Rodrigo Nunes, PHD em Filosofia, motivou a organização dessa atividade, esclarece o professor Aleksander Antunes, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco, que vai conduzir a conversa virtual.

O filósofo questiona se todos têm o mesmo entendimento quando o assunto é ‘polarização’ na política brasileira. Segundo Antunes esse questionamento é o ponto de partida, importante, de uma discussão que apresenta complexidades maiores do que apenas tentar ‘identificar’ de que universo ela se originou.

“Quando posta de maneira simplista, dispara um ‘caça-a-culpa’ que não desentranha, nem explica os problemas do debate sobre polarização”, diz o professor da UCPel.
Para Antunes é inegável que o termo parece captar uma verdade sobre o tempo atual. Mas os pesquisadores questionam se a simples palavra “polarização” não se tornou uma explicação tão abrangente que já não explica algo de fato.

Rodrigo Nunes argumenta que os acontecimentos no país não são uma disputa entre dois polos simétricos. “Foi a direita que mudou o centro de lugar”, sentencia o filósofo. “É o que queremos explorar nessa conversa”, antecipa Antunes.

O professor Antunes diz que um dos problemas é justamente a nomeação que se faz dessas forças. “Hoje o que chamamos de ‘esquerda’ e ‘direita’ fazem da moral e da cultural o terreno da politica atual; se subtraiu do debate a disputa pela economia como o campo de organização de, possíveis, distintos projetos de sociedade”, reflete.

Volta do equilíbrio

Assim como Rodrigo Nunes, Aleksander acredita que 'voltar a equilibrar', nos termos da ideia de 'equilíbrio' daquele antigo consenso neoliberal, não só não é desejável como não é possível. "Porque aquele suposto equilíbrio esconde algo mais de fundo", diz. Segundo Antunes, no período histórico que o país viveu recentemente houve uma falsa polarização entre neoliberalismos conservador e progressista. "Governos de direita e de centro-esquerda haviam demonstrado defender os interesses do mercado acima de tudo. Progressistas ou conservadores, no frigir dos ovos eram todos neoliberais."

Serviço

O quê: live sobre o tem Radicalizações e polarizações no Brasil

Quando: terça-feira (16), a partir das 17h

Onde: fanpage do PPG


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados