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O restauro aos olhos de todos

Laboratório aberto será inaugurado nesta quinta-feira, no Museu do Doce, para recuperação de duas obras de arte

15 de Agosto de 2019 - 13h29 Corrigir A + A -
Vinte e duas pessoas estão participando do restauro. (Foto: Jô Folha - DP)

Vinte e duas pessoas estão participando do restauro. (Foto: Jô Folha - DP)

Auxílio.  Carrinho foi instalado para facilitar o trabalho na pintura. (Foto: Jô Folha - DP)

Auxílio. Carrinho foi instalado para facilitar o trabalho na pintura. (Foto: Jô Folha - DP)

O curioso, meticuloso e importante trabalho de restauro de bens culturais acessível a toda população. Durante um ano, o Museu do Doce abrigará o Laboratório Aberto de Conservação e Restauração. O projeto é resultante do Acordo de Cooperação Técnico-Científica entre a UFPel e a Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul e terá como protagonistas duas obras de arte oriundas do Museu Histórico Farroupilha, de Piratini. A inauguração foi nesta quinta-feira (15).

A dupla tem origem no século 19 e retrata momentos da Revolução Farroupilha. Elas foram entregues ao museu na década de 1940, quando o Palácio Piratini, em Porto Alegre, passou a receber pinturas do italiano Aldo Locatelli. Fuga de Anita Garibaldi a cavalo é de autoria de Darkir Parreiras, e tem 2,64 m x 2,20 m. Já Alegoria, sentido e espírito da Revolução Farroupilha foi produzida por Hélios Seelinger com dimensões 3,80 m x 5,70 m. A amplitude das pinturas demandou todo um estudo para o transporte e também alocação. Foi por conta disto, por exemplo, que se optou pela instalação temporária de um laboratório no Museu do Doce, explica a coordenadora do projeto, a professora Andréa Bachettini. “Precisávamos de uma sala que comportasse um pé direito alto”, diz, acrescentando que um carrinho foi acoplado à mesa para facilitar o trabalho. O laboratório, de fato, fica no Campus 2, onde funciona o curso de Conservação e Restauração da UFPel.

Vinte e duas pessoas estão participando do restauro, entre alunos, professores e técnicos. Além do público, que terá a oportunidade de acompanhar, em tempo real, trabalho tão meticuloso. A ideia é que as duas pinturas estejam prontas no prazo de um ano.


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