Literatura

O real e o imaginário em Pelotas

Livro As brumas de Pelotas será lançado nesta quinta-feira (27), de forma virtual, pela historiadora Helena Heloísa Manjourany Silva

27 de Janeiro de 2022 - 10h02 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Helena Heloísa já participou de mais de 20 coletâneas com contos e crônicas (Foto: Jô Folha - DP)

Helena Heloísa já participou de mais de 20 coletâneas com contos e crônicas (Foto: Jô Folha - DP)

Live de lançamento será transmitida pelo perfil da editora Pragmatha no Facebook (Foto: Divulgação - DP)

Live de lançamento será transmitida pelo perfil da editora Pragmatha no Facebook (Foto: Divulgação - DP)

A historiadora e professora aposentada Helena Heloísa Manjourany Silva lança hoje de forma virtual o livro As brumas de Pelotas (170 páginas, Pragmatha). A obra de estreia da pelotense no universo literário traz mais de 50 contos e crônicas ficcionais inspiradas em fatos, prédios e monumentos históricos da terra natal. O encontro com a cronista ocorre às 19h, pela fanpage da editora Pragmatha, no Facebook. O livro está à venda pelo portal Amazon.com ou com a própria escritora também pelo Facebook.

Desengavetar escritos e se lançar escritor é um grande e motivador desafio para a professora aposentada, que hoje completa 80 anos. Sim o dia é de dupla comemoração para a Helena. "São duas datas muito marcantes para mim: o aniversário e o lançamento do meu primeiro livro", comenta a cronista que escreve desde muito jovem e sempre foi uma apaixonada pelos livros.

Apesar de ter demorado para se apresentar oficialmente como escritora, a vontade de mostrar as próprias crônicas e contos em forma de livro não é tão recente e se não fosse a pandemia Heloisa teria lançado a obra há dois anos. "Mas eu não me considero uma escritora, sou uma contadora de histórias", fala.

Professora de História e Educação Artística, Helena começou a publicar crônicas a partir de 2010. Como cronista e contista colaborou com jornais, inclusive o Diário Popular, participou de 22 coletâneas, até em outros estados, concursos e já foi premiada. "Por isso eu resolvei reunir um pouco do meu trabalho em um livro. É simplesmente a vontade de escrever". Sempre interessada em ajudar a expandir o hábito da leitura, além de ter participado de projetos literários durante os 50 anos de magistério, atualmente, é vice-presidente do Centro Literário Pelotense (Clipe) e integrante do Conselho Municipal de Cultura de Pelotas (Concult) no segmento Literatura.


Real e imaginário

Sobre o livro, Helena conta que não é autobiográfico, nem histórico. "Eu conto um fato histórico e a partir dele crio uma ficção", explica a autora ao alertar que a imaginação dela voa. "Eu vivo entre o imaginário e o real. Essa é a vida a gente tem que estar com os pés no chão, mas a nossa cabeça tem que viajar", revela.

Somente nas crônicas a autora se alicerça somente em fatos reais. "Quando eu faço a crônica da Caixa D'Água da Santa Casa, por exemplo, é a história mesmo."

Como educadora, Helena sonha em trabalhar esta obra e a de outros autores de Pelotas especialmente com os jovens, para que eles conheçam mais sobre o município. "Como eu gosto do patrimônio histórico eu uni as duas coisas para tornar tudo mais leve e acessível para chegar até o jovem, o adolescente."

Mas quando o tema envolve política a contista tenta passar ao largo de polêmicas. "Eu não trato de política, mas no que a gente escreve sempre tem alguma coisa." Nem temas tristes ou trágicos fazem parte das suas escritas. "A minha base é essa, o real entrelaçado com a ficção e a forma de escrita é simples, clássica, porque com a minha idade eu não entro com gírias", brinca.

Admiradora do poeta, sociólogo e romancista Jorge Salis Goulart, a autora conta que o pelotense é uma grande inspiração e lamenta que ele não seja celebrado como merecia. "Eu tenho livros dele, entregues pela esposa dele, dona Valquíria, entregue em minhas mãos, quando eu era diretora do Salis Goulart (Escola de Ensino Fundamental)", lembra.

O título As Brumas de Pelotas faz menção ao nevoeiro que cobre o município, especialmente no amanhecer dos dias úmidos e frios de inverno, e que empresta ao município uma aura e mistério, insuflando a imaginação. "Em alguns dias, sua teimosia é tanta que só sucumbe perante fortes raios do sol. Nevoeiro, neblina, cerração ou bruma? Tanto faz! Quando desce sobre a cidade tal qual um manto protetor, tudo parece fantástico." A imagem da capa é de Diogo Cassal.


Presencial

Além do lançamento virtual, há ainda a previsão de uma sessão de autógrafos na Sociedade Italiana, mas por causa do agravamento da pandemia, o evento ainda não tem data definida. "Vou esperar alguns dias, a minha filha é pneumologista, então me segura. Se não, eu já faço Carnaval, que eu adoro", fala.


Serviço

O quê: lançamento virtual de As brumas de Pelotas

Autora: Helena Heloísa Manjourany Silva

Quando: nesta quinta-feira (27), às 19h

Onde: fanpage da editora Pragmatha, no Facebook

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados