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No ensino da prática

Obras de professores da Escola de Belas Artes e do Centro de Artes integram exposição realizada no Malg

17 de Abril de 2019 - 13h10 Corrigir A + A -
Oportunidade.  Visitação ocorre até o dia 19 de maio. (Foto: Jô Folha - DP)

Oportunidade. Visitação ocorre até o dia 19 de maio. (Foto: Jô Folha - DP)

Curadoria.  Lauer dos Santos destaca a  transformação de linguagens artísticas. (Foto: Jô Folha - DP)

Curadoria. Lauer dos Santos destaca a transformação de linguagens artísticas. (Foto: Jô Folha - DP)

Por décadas, a Escola de Belas Artes (EBA) formou inúmeros artistas, contribuindo para o desenvolvimento das artes visuais em âmbito local. Manteve este nome de 1949 até 1973, quando deixou de ser uma escola particular para dar origem ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (CA/UFPel). Em comemoração aos 70 anos de sua fundação, o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg) realiza exposição temática em duas galerias de seu novo prédio, localizado ao lado do Mercado Central.

Sob curadoria do diretor do museu, Lauer dos Santos, a mostra apresenta um recorte ainda não explorado em homenagens à memória da instituição: reunir trabalhos tanto dos professores que lecionaram na EBA quanto dos que ainda atuam no ensino das Artes Visuais na UFPel. Estão reunidas mais de 40 obras, sendo a maioria pertencente ao acervo de coleções do Malg. As demais foram especialmente cedidas pelos docentes.

Na primeira galeria, que leva o nome da fundadora do museu, Luciana Renck Reis, se estabelece a oposição entre as obras. Desta forma, a tela de Aldo Locatelli, com sua pintura tradicional, fruto do cânone conservador da época, se encontra ao lado de um trabalho de Lenir de Miranda, considerada uma peça de vanguarda, inquietante, que numa assemblage une tinta e objetos.

A intenção do curador da exposição EBA 70 anos - Da Escola de Belas Artes ao Centro de Artes da UFPel foi traçar paralelos entre o tradicional e o moderno, a fim de apresentar a transformação de estilos e linguagens ao longo das décadas. Outro exemplo é a escultura de Antônio Caringi, um dos artistas históricos da cidade, que tem sua obra fixada em harmonia com uma escultura em madeira de Martha Gofre, tipicamente contemporânea.

Nesta mesma linha, a pluralidade toma conta da galeria Maria de Moraes Pires com trabalhos em diferentes técnicas e suportes, desde fotografias e pinturas até livros de artista. Um dos conjuntos destacado por Lauer oferece uma progressão das formas, iniciando pela arte figurativa de José Érico Alipio Cava, seguindo com os traços geométricos de Anaizi Cruz Espírito Santo e complementado com a composição abstrata de Wilson Miranda.

A mostra ainda conta com trabalhos de Alice Monsell, Angela Pohlmann, Antonina Paixão, Bruno Vicentin, Carlinda Valente, Carolina Rochefort, Clarice Magalhães, Cláudia Brandão, Claudio Azevedo, Clóvis Martins Costa, Daniel Acostam Darcy Legg, Duda Gonçalves, Flora Bendjouya, Francisca Michelon, Helena Kanaan, Helene Sacco, José Luiz Pellegrin, Juliana Angeli, Kelly Wendt, Lauer dos Santos, Luciana Reis, Luiz Carlos Netto, Márcia Souza, Maria Luiza Pereira Lima, Mariana de Moraes Pires, Maristela Salvatori, Nádia Senna, Nesmaro, Paulo Damé, Ricardo Mello, Vivian Herzog, Zeca Nogueira e Zunilda Corrêa.

A visitação transcorre até o dia 19 do próximo mês. Em paralelo, ocorrem outros eventos em comemoração aos 70 anos da EBA. No dia 15 de maio está prevista uma conversa com os artistas e no dia 17 de maio, durante a Semana dos Museus, uma série de intervenções deve tomar conta do jardim do Malg. A organização da atividade é do mestrado em Artes Visuais do CA.

Serviço:
O quê: Exposição EBA 70 anos - Da Escola de Belas Artes ao Centro de Artes da UFPel

Quando: até o dia 19 de maio, de terças-feiras a domingos, das 10h às 19h

Onde: Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, na praça 7 de Julho, 180

Entrada franca


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