Música

Nilton Medonha lança EP em homenagem ao rock

"Estrada Rock'n Roll" está disponível nas plataformas digitais para audição

08 de Abril de 2021 - 10h56 Corrigir A + A -
Músico pretende fazer do rock a profissão (Foto: Divulgação - DP)

Músico pretende fazer do rock a profissão (Foto: Divulgação - DP)

Rock e roqueiro são, quase sempre, uma coisa só. Indissociáveis, parceiros de uma vida toda. Estrada rock’n roll, EP lançado agora pelo pelotense Nilton Medonha é uma homenagem a essa relação. Em quatro canções, já disponíveis nas plataformas digitais, uma verdadeira declaração de amor ao estilo de vida que leva. 

Medonha, atualmente com 50 anos, é envolvido com a música desde os 15 anos. Aos 17, já realizava apresentações autorais pela cidade, inspirado pelo pai, também músico. “Sempre com a dúvida se seria uma profissão ou apenas uma diversão. Esse EP é uma retomada, por ter decidido pela segunda opção. Sendo um covarde. Ou apenas não era a hora.”

Nesses 35 anos, a busca sempre foi pelo o punk rock e o rock’n roll “onde as guitarras são as rainhas da festa, não dispensando um som distorcido.” Sex Pistols, Dead Kennedys, Deep Purple, Pixies e The Doors são algumas das bandas que foram companheiras nessa trajetória, além de clássicos do rock gaúcho, como Garotos da Rua, TNT, Engenheiros do Hawaii. “Cascavelletes foi o estopim para que eu começasse a compor.”

O EP lançado agora é a soma dessas referências. “O que traz de novo é o prazer de estar fazendo o que foi idealizado, vendo o produto pronto e, como havia se pensado. Não é uma cópia, mas sim pegar tudo que tudo o que acho de bom, colocando o meu som… seja desde um timbre até um instrumento diferente que a música pede”, comenta. O trabalho é produzido por Nilton Medonha junto ao guitarrista Anderson Fleischman, antigo parceiro de Calaveira, lendária banda punk pelotense.

A recepção, frisa Medonha, tem sido acima do esperado, com as canções chegando em rádios de todo o brasil e playlists das mídias sociais. “Além disso, mostrei duas canções como um lançamento em Pelotas, na Fenadoce virtual, no ano passado. E uma das músicas, Me Liguei, já entrou no FestiMusica na cidade de São Lourenço do Sul”, acrescenta.

Se Medonha acha que pode não ter surgido até então o momento certo para apostar na profissionalização como músico, é curioso que tenha considerado logo o atual, com o coronavírus protagonista, como uma possibilidade. “Nunca produzi tanto quanto nesse período. Aprendi como gravar, lançar nas plataformas e ver tudo acontecer. Acho que o pós pandemia, que venha logo, será uma mudança radical na minha carreira. Sei que irei voltar mais forte e com uma trajetória repleta de aprendizado e um rumo certo do que irei fazer. Os desafios virão, como na época do LP. Lançou? Ótimo! Mas não pode ficar esperando ganhar milhões. Virá a segunda parte: shows, contratos, TV, rádio, fazer música e tudo de novo”, reflete.

E se o rock perdeu espaço no mercado fonográfico, Medonha não crê que reclamar seja a solução. Fazer silêncio e entender o que os outros gêneros fizeram de certo parece mais correto, ele acredita. “Ajudar quem está embaixo  ou pelo menos, nos dias de hoje: curtindo, compartilhando, comentando, indicando… Quem matou o rock fomos nós mesmos. Acho que falta união da galera em voltar a organizar festivais e fazer um grupo forte pra que a coisa aconteça. Se não, é como diz Nei Lisboa: o Menudo vem com tudo e com razão.” 


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