Parceria

Música feita de encontros

Valver Valeirão e Cardo Peixoto lançam EP Precisão

23 de Junho de 2020 - 10h58 Corrigir A + A -
Valder Valeirão teve as letras musicadas (Foto: Divulgação - DP)

Valder Valeirão teve as letras musicadas (Foto: Divulgação - DP)

Cardo Peixoto é o responsável pelas composições (Foto: Divulgação - DP)

Cardo Peixoto é o responsável pelas composições (Foto: Divulgação - DP)

A arte é também uma semente plantada pelos encontros. Ocorre hoje o lançamento do EP Precisão, composto de poemas do pelotense Valder Valeirão que viraram música ao encontrarem o músico Cardo Peixoto, radicado em Caxias do Sul. O trabalho já está disponível nas plataformas digitais.

Valeirão descreve o amigo como o cara que lhe apresentou Fernando Pessoa, ainda na adolescência. Foi também a primeira pessoa a encorajá-lo a soltar os poemas no mundo. Um tempo depois, a parceria se estreitou quando Valeirão fez a capa do disco Rota da estrela, de Peixoto.

Precisão é, de certa forma, um encerramento para esses encontros artísticos. "Me encanta a sensibilidade, o diálogo com vários estilos/ritmos e a generosidade na integração com vários outros músicos e artistas. Peixoto tem uma obra muito bonita e é um grande batalhador da arte musical e poética, um cara inquieto que transita por vários territórios, posto que também é ator, poeta e produtor", comenta Valeirão. "O som dele tem uma atmosfera que me lembra o Clube da Esquina, onde eu também bebi muito por longos anos e até hoje me encanta", conclui.

É também da troca humana que o EP fala. Versos que refletem momentos da vida do poeta e que viraram canção na alma do compositor. "As músicas transitam no território dos relacionamentos afetivos em um misto de realidade e fantasia poética. O tema me toca no sentido de que sou afetado por relações que permeiam o cotidiano entre as pessoas, essa matéria prima tão surrada ao longo de nossa história no planeta, porém através de um viés peculiar", comenta Valeirão.

A gravação ocorreu no homestudio de Peixoto, em Caxias do Sul. As cinco faixas que compõem o trabalho passeiam pela MPB tradicional, universo do qual a dupla é admiradora. "É uma beleza que se desdobra em regionalismos nem tanto universais, mas coerentes e necessários para se entender a imensa gama de expressões artísticas e culturais do nosso país, desde os baianos até os missioneiros aqui no sul, os cantadores no agreste e o pessoal praiano, de quase todo litoral. O Brasil é muito rico culturalmente e isso é refletido na música que é produzida aqui e cultuada nos mais distantes pontos do planeta", papeia Valeirão.
O artista conta quem, em paralelo ao EP, desenvolve atualmente em parceria - sempre ela - com o músico e artista visual Geovani Corrêa o projeto audiovisual Poesia das coisas, contemplado no edital Sete ao Entardecer, da Secult. Há ainda uma tabelinha com Igo Santos, parceiro constante. Trata-se de um disco que deve sair entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro de 2021.


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