Ileso

Maturidade sonora

Com Ileso, segundo álbum da carreira, banda de reggae pelotense investe em projeto mais ousado; lançamento será neste domingo

03 de Agosto de 2018 - 15h43 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Com produção de Ricardo Vidal, Be Livin apresenta disco com oito composições (Foto: Divulgação - DP)

Com produção de Ricardo Vidal, Be Livin apresenta disco com oito composições (Foto: Divulgação - DP)

Ileso é o nome do mais novo álbum autoral da Be Livin, depois de três anos do disco de estreia. A banda pelotense faz lançamento oficial neste domingo (5) em evento beneficente no M-qd, das 16h até as 20h. A entrada é franca, mas os músicos solicitam a doação de um quilo de alimento não perecível ou um agasalho. "A doação é de coração e se tu não tiver nada para doar, pode ir de qualquer forma", completa o baterista Pedro Moraes.

A festa de lançamento terá a participação dos parceiros Sabores do Rei, Bottom da Lata, Good Hands estúdio que estará fazendo um live paint, com os artistas Theo Gomes e Bero Moraes, a cantora Camila Cuqui, que lançará um zine e o produtor do disco Ricardo Vidal, que fará a mixagem do som. A intenção é a Be Livin presentar os fãs com o evento, fazer uma ação em benefício dos mais carentes, além de divulgar o novo trabalho.

Moraes ainda lembra que o evento é para toda a família. Também, seguindo o conceito da festividade, o disco será vendido por colaboração espontânea, nesse dia especial. Quem quiser levar o álbum pode pagar o que quiser.

Produtor referência
Apesar da atual formação ter cerca de sete anos, a Be Livin conta com uma trajetória de 13 anos. Formam a banda, Eduardo Freda (vocal), Ed Brum (contrabaixo) Guilherme Rocha (teclados e samples), Diego Pereira (teclados e sintetizadores) e Rogers Lemes (guitarra), além de Pedro Moraes.

Depois do disco de estreia Evolução pela palavra, a Be Livin partiu para um projeto mais ambicioso com Ileso. O disco foi gravado no Estúdio A Casa de Jade, de Chicão Waskow, em Camaquã e contou com a produção de Ricardo Vidal. Todo o processo foi desenvolvido em etapas ao longo de 2017.

O grupo tomo como um presente a produção de Vidal. Pelotense, o produtor é referência nesta área, tendo trabalhado com grupos como Paralamas e O Rappa, banda com a qual trabalhou, ainda, como técnico de som por mais de sete anos.

Mensagem direta
Sem perder de vista a alma regueira da banda, a Be Livin apresenta um álbum com oito composições. Um disco relativamente curto, com seis inéditas e duas regravações, A curto prazo e Tanta violência, que ganharam novas bases melódicas.
Ao trazer oito canções, a banda optou por mandar uma mensagem bem objetiva. "Estamos em tempos de excesso de informação e muita gente não tem paciência para ouvir discos muito longos", diz Lemes. As composições coletivas trazem letras que abordam a violência e as dificuldades da vida em tom de protesto, mas também falam de união e paz. "A gente acredita na música como instrumento de informação, formação e transformação", fala Pedro Moraes.

O guitarrista Lemes conta que a produção de Vidal alterou a sonoridade das composições da banda. Segundo os músicos a Be Livin amadureceu ao longo do último ano, especialmente pela influência do produtor musical. Ele tirou o grupo da zona de conforto. "A gente tem várias influências musicais, mas utilizava pouco elas. A gurizada se mantinha presa a uma linha e foi se redescobrindo nesse álbum", conta Lemes.

Utilizando uma estética contemporânea, a Be Livin tem utilizado muito samples e sintetizadores, em um álbum com bastante balanço. "Tem conteúdo, mas tá bem atual", lembra Lemes.

Além do Vidal e Waskow, o produtor fonográfico Ricardo Garcia, do Rio de Janeiro, foi acionado para fazer a masterização, a pedido do produtor. "É o cara que já fez master para nomes como Marisa Monte, Roberto Carlos e Charlie Brown", contam.

O disco ainda tem a participação dos instrumentistas Ândrio Peeper, na guitarra solo, e Eder Christmann, nos metais. Também o rapper Monkey Jhayam, na faixa Tanta violência, e um coro infantil, com crianças convidadas de Camaquã, na composição que encerra o álbum, Um dia. O projeto gráfico minimalista da capa de Ileso foi feito pelo designer Guile Farias.

Portas abertas
A parceria com Vidal também tem aberto portas à banda. No ano passado eles tiveram a oportunidade de fazer dois shows, considerados memoráveis pela banda, os de abertura para O Rappa, um em Pelotas, onde tocou para mais de 3000 pessoas, na Associação Rural, e o outro em Porto Alegre, para mais de 4,5 mil pessoas, na casa de shows Pepsi on Stage. Em novembro do mesmo ano a banda abriu o show novamente de

O Rappa em São Paulo no Espaço das Américas, para um público de mais de 8 mil pessoas. Este, a Be Livin, ganhou um concurso onde competiu com grandes bandas do cenário independente nacional, Projeto Experimenta Imana Festival, e fez um show para mais de 4 mil pessoas na Festa do Pinhão 2018 em Lages, no estado de Santa Catarina.

Em 14 de dezembro irão tocar Mato Seco Festival que ocorrerá no Opinão, em Porto Alegre. "É um lugar que a gente sempre quis tocar", comenta Eduardo Freda.

Serviço
O quê: lançamento do álbum Ileso da Be Livin
Quando: domingo (5), a partir das 16h
Onde: M-qd, rua Benjamin Constant, 966
Entrada franca, solicita-se a doação de agasalhos ou um quilo de alimento não-perecível


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados