Arte

Malg conta diversas histórias

Museu utiliza mídias sociais para falar sobre o acervo de mais de 4 mil imagens em diferentes coleções

04 de Agosto de 2020 - 10h38 Corrigir A + A -
Dante: natureza morta, de Inah Costa, de 1949-1953 (Foto: Reprodução)

Dante: natureza morta, de Inah Costa, de 1949-1953 (Foto: Reprodução)

Prédio: trajetória do Lyceu Riograndense também foi contada (Foto: Reprodução)

Prédio: trajetória do Lyceu Riograndense também foi contada (Foto: Reprodução)

O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg) tinha diversos planos para 2020. Com a pandemia de Covid-19, eles foram suspensos e deram lugar à adaptação ao ambiente virtual. Desde o final de julho, a instituição tem publicado itens do acervo nas redes sociais, como forma de manter o laço criado com o público e, também, conquistar novos seguidores.

São aproximadamente quatro mil imagens formando o acervo do museu atualmente. E reside aí a potencialidade do projeto, argumenta o diretor da instituição, o professor Lauer dos Santos. “Há muitas possibilidades de cruzamentos, revelações, direções que podem ser tomadas. Trata-se, efetivamente, da produção de conteúdo a partir do acervo e que tem se mostrado como mais uma via de acesso para estabelecer proximidade com o público, e inclusive despertar seu interesse.”

A ideia era iniciar a ação já pela coleção do patrono, o pintor Leopoldo Gotuzzo, mas a opção acabou sendo por abordar a história da Escola de Belas Artes exatamente por essa possibilidade de diálogo entre as duas histórias. Dentro desta estratégia, serão feitos sempre movimentos buscando essas relações através de linguagem acessível, textos curtos e periodicidade semanal. “Avançaremos pelas coleções a partir de relações e conexões possíveis e daí para relatos, estimulando, inclusive, a participação de comentários e revelações vindas do próprio público, como já tem acontecido”, explica Santos.

A ação é mais uma alternativa que o Malg, assim como os demais museus da cidade, encontrou para se adequar à realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. Quando a Covid-19 se tornou protagonista do mundo, o cronograma da instituição já estava completo, com previsão de lançamento de livros, exposições retrospectivas, artistas de outras cidades, curadores convidados, o início de uma série de intervenções temporárias numa área específica. Tudo acabou suspenso quando a UFPel definiu por paralisar as atividades, tendo em vista a impossibilidade de as transpor ao ambiente virtual. “Mesmo assim a equipe de técnicos do museu tem feito visitas periódicas para avaliar as condições do acervo, arejar e higienizar as obras em exposição”, salienta Santos.

A adversidade, porém, possibilitou que Malg e diversas outras instituições culturais se apropriassem das mídias sociais para se aproximar da comunidade pelotense. Foi dentro desse contexto, por exemplo, que o museu adiantou um antigo projeto, a disponibilização do catálogo no site. A ideia existia, mas o foco no ambiente virtual acelerou o processo - o lançamento ocorrerá na Primavera dos Museus, entre os dias 21 e 27 de setembro.

A oportunidade, claro, é também desafio. “Minha impressão pessoal é de que no início do fechamento das atividades estávamos todos imbuídos de determinação e força para não sucumbir; em seguida nos vimos sufocados por tanto conteúdo digital disponibilizado; e esse momento foi sucedido por uma sensação de cansaço e apatia. É nesse jogo que estamos tentando entender a medida certa das nossas ações e tendo que agir”, analisa o diretor.

Como acessar o conteúdo: https://www.facebook.com/museuleopoldogotuzzo


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