Passeio

Carlos Ritter por todos os ângulos

Museu de Ciências Naturais disponibiliza tour 360° pelas salas expositivas

30 de Junho de 2020 - 13h09 Corrigir A + A -
Através do tour, é possível conhecer exposições como o diorama do bioma pampa (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Através do tour, é possível conhecer exposições como o diorama do bioma pampa (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Para quem quer dar uns passeios em meio ao isolamento, mesmo que virtualmente, e para quem quer um conteúdo extra para a sala de aula. O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), lançou recentemente um vídeo em que apresenta as exposições e o acervo de forma 360°. Ele está disponível na página da instituição no Facebook e já passou das cinco mil visualizações.

O vídeo é uma união de esforços entre o Carlos Ritter, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e a produtora de conteúdo educativo e documental Rastro. A parceria entre os dois primeiros já é antiga, salienta o diretor do museu, professor João Iganci. As duas instituições produziram colaborações em projetos como o Junho Ambiental e a atividade Canção dos Bichos, oferecida aos visitantes durante a reinauguração do Carlos Ritter. O vídeo 360° foi a inserção da produtora Rastro nessa união. “O objetivo era disponibilizar uma experiência de visitação virtual ao Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, suprindo em parte as dificuldades impostas pelo distanciamento social”, conta Iganci.

A ideia deu certo e, após poucas horas no ar, o vídeo alcançou mais de mil visualizações e, atualmente, cinco mil pessoas já conferiram a produção. Número consideravelmente superior, inclusive, ao das visitações presenciais que o Carlos Ritter costuma receber. O dado fez com que a direção passasse a discutir readaptações a partir do ambiente virtual. “O vídeo possibilita que pessoas que não conhecem o museu tenham um primeiro contato com este espaço, como uma forma de convite à visita presencial após o retorno das atividades. Também permite uma reaproximação com o público que já conhece o museu oferecendo uma alternativa à visitação presencial”, comenta Iganci. O professor também acredita na ferramenta como potente no âmbito educacional.educacional, “principalmente para professores de Ciências e de Biologia do ensino fundamental e médio, que poderão utilizar a visitação virtual como complemento das atividades à distância aplicadas pelas escolas.”

Dentro desse formato, durante o período em que se encontra fechado o Carlos Ritter criou também uma publicação periódica, onde a cada semana uma das aves do acervo é apresentada. Através da iniciativa, informações como nomes populares e científicos, características ecológicas e dados sobre reconhecimento das espécies são passados ao público. As publicações são produzidas pela bolsista de extensão no museu, acadêmica da UFPel, Isabella de Blanco, sob orientação de Iganci. As imagens das aves foram produzidas pela incubadora Suldesign Estúdio, através da colaboração estabelecida com a professora Nádia Leschko, do Centro de Artes da UFPel.

 


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