Campanha

Ações culturais apresentam proposta

Com participação das Orquestras do Areal e Municipal, Casa de Música da Cidade começa a ganhar visibilidade

16 de Outubro de 2020 - 12h27 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Professora Lys Ferreira liderou os dois grupos no festival do Sesc em janeiro deste ano (Foto: Ronald Mendes - Especial DP)

Professora Lys Ferreira liderou os dois grupos no festival do Sesc em janeiro deste ano (Foto: Ronald Mendes - Especial DP)

Para apresentar as potencialidades da Casa de Música da Cidade, iniciativa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com Grupo Guanabara e Secretaria de Cultura (Secult), começam neste sábado (17) uma série de apresentações artísticas no interior das unidades do supermercado Guanabara. As ações além de mostrarem o que a entidade pode oferecer à comunidade, vai ainda auxiliar na divulgação da campanha Natal Solidário, que objetiva arrecadar alimentos e brinquedos para serem distribuídos em um evento, programado para 20 de dezembro.

As ações vão ocorrer todos os sábados até 28 de novembro em diferentes horários. A estreia será com dois quintetos formados por instrumentistas das Orquestras Estudantis do Areal e Municipal de Pelotas, que se apresentarão das 15h às 17h, nas lojas do Areal e da Estação Férrea.

"O objetivo é dar uma visibilidade à Casa de Música a partir desse produto, a música sendo executada nas lojas", explica o Coordenador de Arte e Inclusão, professor doutor João Fernando Igansi, da pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPel. Quando a Casa for lançada oficialmente, no próximo mês, com a apresentação da identidade visual, os organizadores esperam dar um impulso ainda maior à campanha. "As pessoas vão se estimular ainda mais a aderirem a campanha Natal Solidário Casa de Música da Cidade."

O projeto da Casa de Música vem sendo gestado desde o ano passado. A entidade vai ocupar um dos galpões da antiga Viação Férrea que hoje pertencem ao grupo Guanabara. Para o local foram pensadas atividades de ensaio e formação na área da música.

Popular e erudito

Nesta ação de sábado o Guanabara da Estação Férrea recebe o quinteto formado por Ester Hermann (flauta), Fernanda Martins (clarinete), Marlon Molina (viola), Maria Eduarda Peres (violão) e Lys Ferreira (violão e violino). Na loja do Areal estarão: Rafaela Flores (flauta), Kethelen Bilhalva e Ítalo Guerreiro (violinos), Vitória Moraes (violão/viola) e Bruna Monteiro (teclado). Para a apresentação deste sábado o repertório levará ao público compositores eruditos, como Vila Lobos e Beethoven, e populares, como Leonardo Cohen e Toquinho.

O professor Igansi explica que a formação em quintetos foi escolhida para facilitar que os jovens estudantes de música possam manter o devido distanciamento social indicado pelos protocolos de segurança sanitária no combate a Covid-19. Além, claro do uso de máscaras.

A professora Lys Ferreira, maestrina e coordenadora das duas orquestras conta que nestes últimos meses a prática instrumental foi mantida por meio de videoaulas, mas sem encontros para ensaios em conjunto. "Sem poder tocar juntos é bem complicado, mas foi um período necessário", explica.

Mesmo sem poderem praticar em conjunto ou mesmo ensaiarem para a estas apresentações, o grupo está muito motivado. "Estão ansiosos. Tive alunos que entraram em depressão por causa dessa falta de contato. Porque eles têm essa identidade com a linguagem musical, como a própria voz, eles se expressam através da música. Então quando nos vemos obrigados a esse distanciamento é uma tristeza mesmo", fala Lys Ferreira.

Porém as aulas virtuais não foram para todos, dos 100 alunos que a professora atende, apenas 40 puderam manter a prática com regularidade. Para auxiliar alguns deles a professora conseguiu alguns equipamentos emprestados, mas a maioria tem muito dificuldade de acesso às novas tecnologias. "Existe toda essa questão de vulnerabilidade, são alunos de escolas públicas. Esses que podem assistir as aulas em vídeo tem uma estrutura melhor", comenta a professora.

Demanda antiga

Lys Ferreira também está entusiasmada com as possibilidades que a Casa de Música da Cidade abre para Pelotas. "É muito importante para a cidade. Há muito tempo que Pelotas precisa de um espaço assim, porque existe essa demanda."

Desde o ano passado, a Orquestra Municipal ocupa um espaço no prédio da antiga Estação Ferroviária. A professora chama a atenção ainda para o Largo em frente a este prédio que foi totalmente requalificado esse ano. "A gente tem esse local como muito bom. Ali convergem as linhas de ônibus e isso facilita muito o acesso e descentraliza (a cultura) um pouco."

 


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