Música

A caixa de muitas faces criou disco

Banda pelotense Jukebox Orchestra lança álbum duplo com treze faixas

10 de Junho de 2019 - 12h32 Corrigir A + A -
Trio deve lançar álbum fisicamente nas próximas semanas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)

Trio deve lançar álbum fisicamente nas próximas semanas (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)

Persistência e coragem são as palavras que definem a trajetória que resultou no primeiro disco da Jukebox Orchestra. Lançado virtualmente nesta segunda-feira, ele foi a escolha dos membros ao invés do fim do grupo, quando tu parecia não mais fazer sentido. E está agora disponível para ser ouvido em todas as plataformas digitais - em breve, versões físicas também serão lançadas.

A banda surgiu meio que por acaso. Numa noite, Matt Thofehrn estava no Fox Pub assistindo a um show de Luciano Gonzales, que já à época se apresentava como o Homem Jukebox. O baterista curtiu o que viu e pediu para participar de apresentações seguintes, sem compromisso. De lá para cá foram mais de 600 shows em eventos, casamentos, aniversários e formaturas de diversas cidades. E um público que, se já gostava das versões inusitadas para grandes hits, passou a também apreciar as canções autorais inseridas aos poucos no setlist. O que sempre se viu, na verdade. Apesar de ser inicialmente uma dupla de covers, a Jukebox sempre se destacou pelas interpretações inusitadas que iam desde Shakira até o rock'n roll clássico.

Apesar do sucesso, chegou um momento em que a então dupla sentiu que não havia mais motivos para seguir sendo o que denominam como "uma banda de baile". "Tu vais tocar 40 anos sem produzir teu material. As formaturas são muito interessantes, mas acabam sendo um momento. Queríamos um trabalho para a posteridade", comenta Matt Thofehrn. Pensou-se então na reinvenção. E, para tal, após obstáculos vencidos, se realizou a entrada do baixista Felipe Ribeiro e se pensou na gravação de um álbum, com produção de William Thofehrn.

O resultado são 13 faixas divididas em dois discos. Com a variedade que fez a Jukebox famosa em Pelotas. "Tem músicas que poderiam estar num álbum do Sepultura, mas outras que cairiam bem no Zé Ramalho, no Alceu Valença. Não tem uma que dê para definir num estilo", prossegue Thofehrn, destacando que as canções foram compostas ao longo do processo de construção do álbum, mas também uma criada lá no início de tudo, para passar o som antes dos shows. É importante não se esquecer da própria história.


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