18 de Junho de 2022 - 05h00

VERTICALIDADE MORTAL

Por: Rubens Amador

Parece coisa de geometria, mas não é. Quero escrever sobre a verticalidade mortal que aconteceu com o avião chinês, da China Eastern Airlines, um 737, em março último, o aparelho mais seguro que existe.

Apareceram as caixas-pretas daquele acidente! Mas os chineses, povo parcimonioso em palavras, só disseram o que não puderam esconder, dado a que a Boeing, fabricante do aparelho, em seguida procedeu a uma pesquisa intensa nas partes acidentadas e constatou-se que, com o aparelho, nada havia. Assim os chineses tiveram que confirmar, a contragosto, o que realmente aconteceu com a vida de 132 passageiros e nove tripulantes, pois por duas vezes o aparelho produziu gravíssimas quedas em poucos segundos, mas os pilotos nada comunicaram à torre antes daquele voo final, acontecido lá em Guangzhou, Sudeste da China.

Acredito que as caixas-pretas narraram o que realmente aconteceu. Chego a pensar que o acidente foi provocado deliberadamente por parte dos dois pilotos que, talvez em rivalidade com a empresa chinesa ou por questões políticas, resolveram fazer aquele voo final em uma verticalidade mortal que o mundo todo viu pela televisão. Só Deus também sabe o porquê daquela tragédia. Chego a pensar, como disse, que os dois profissionais fizeram o que fizeram de comum acordo. Pois, se um não desejasse aquele momento trágico, teria se agarrado em luta com o colega que desejava aquele final. Os dois, parece, produziram aquele acidente inteiramente de acordo um com o outro.

Os orientais, de certa forma, são povos que têm certo desprezo pela vida. Lembram-se dos kamikazes? Todos os pilotos, também acredito, sejam homens que no seu subconsciente albergam um certo receio. Sua profissão é temerária demais. De repente se tornam deuses, disponibilizando das vidas de centenas de pessoas em cada voo, com criaturas que ainda pagam passagem para morrer, como se viu no acidente de que trato.

Um grande amigo meu foi Paulo Iruzun Passos, comandante de um grande Jumbo da extinta Varig. Contou-me certo dia, depois que já tinha se aposentado, que cada vez que seu nome estava na planilha do próximo voo escalado para o Japão, sentia um frio no estômago. É que sobrevoava por horas e horas o oceano Atlântico, vendo lá embaixo só pequenos barcos de pesca. Disse-me ele que os aviões modernos, e sobre terra, podem planar em uma dificuldade técnica, mas que no oceano não adianta planar.

As companhias aéreas, já se vê, deveriam manter um corpo de psicanalistas para trabalhar junto a todos os pilotos, permanentemente, a fim de perceber quais os de instinto suicida, ou até reforçar os IDs desses profissionais para os livrarem dos seus inconscientes temores que com eles convivem. Convenhamos, um avião no ar não têm galhos!

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