13 de Novembro de 2021 - 05h00

Epigramas I

Por: Rubens Amador

De vez em quando costumo escrever alguns epigramas.

A seguir terão os amáveis leitores, alguns, escritos durante recentes anos.

Mais vale uma modesta palavra de solidariedade que mil silêncios eloquentes.

Estou sempre pronto para virar saudade!

O coração é um órgão nobre, porque quase sempre consegue desalojar o ódio; enquanto a saudade ele é capaz de guardar para sempre.

O homem, com toda a tecnologia que possui, não é capaz de se ver livre de seus detritos.

Nesta vida ninguém escapa de sua agonia particular.

A superstição é a metafísica do ignorante.

Embora nada traga de volta as horas de esplendor na relva ou a glória dos campos floridos, não devemos nos afligir, mas sim procurar forças em nossas lembranças.

Na Democracia é imprescindível o diálogo; logo, é a convivência dos contrários.

Burrice erudita é aquela que não tem um mínimo de inventividade.

A gente pode comprar a lisonja, mas a inveja tem que ser conquistada.

Sempre tive restrições para com os sábios de subúrbio.

O que fazer contra o pensamento, se sobre ele não prevalecem os mais fortes ferrolhos?

Amigos não são os que atiram flores, mas os que tiram os espinhos.

Para muitas pessoas, a gratidão é um fardo pesado demais para carregar.

Em certos momentos costumo assumir o sorriso de um chinês cínico.

A mediocridade, costumo definir com a expressão: "a um passo além do nada"!

A uma sombra não se pode jamais pedir luz.

Por mais obscuro que você seja, sempre tem alguém que o inveja. É desse que é preciso cuidar-se.

Infelizmente, as pessoas se inclinam mais para acreditarem no mal do que no bem.

Coitados dos que têm a segurança dos sonâmbulos. É preciso temer-se. Só não teme quem não pode enxergar o perigo.

Tenho sempre procurado ser realista nas atitudes e pensamentos. Jamais desejei ser profeta do acontecido.

Neste mundo tudo sempre tem um preço. Nada é de graça. Só a Graça de Deus.

Nunca se deita uma árvore ao primeiro golpe.

O tempo não transforma o homem. Só o amor consegue.

Acho que das desventuras humanas, a mais difícil é a de carregar, junto com a velhice, uma pobreza extrema.

O ideal é que um homem tenha autoridade sem ser autoritário.

Em matéria de sexo, entrara na fase de só obter bons resultados com sua Secretária Eletrônica.

O maledicente é coerente com seu caráter e seu sentimento. Despreza a honra alheia porque não a possui.

Sempre temas a um homem sofrido, porque ele sabe como sobreviver.

Só não são doces as pessoas que não se acostumaram com o amargo.

O caráter não tem preço, por isso por ele deve-se pagar sempre.

Qualquer ser humano é passível de erro, mas só os especiais são capazes de consertá-lo.

A vida é assim: quando se começa a aprender bem sobre ela, já é hora de morrer.

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