07 de Abril de 2021 - 14h46

Como anda o ParaTaekwondo Brasileiro?

Por: Diário Popular

Por Rossano Diniz
Mestre Faixa Preta 6º Dan e colaborador

Recentemente estive em conversa com o Coordenador do ParaTaekwondo (ParaTKD) da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), Mestre Rodrigo Ferla. Estivemos à frente da Seleção Brasileira de Cadetes (12 a 14 nos) no Mundial em Azerbaijão, 2015. Rodrigo teve uma brilhante carreira como atleta na seleção brasileira durante seis anos consecutivos. Como treinador, têm grandes feitos pela seleção paranaense e logo assumiu trabalhos pela seleção brasileira.

O ParaTKD está inserido nos Jogos Paraolímpicos pela classe K-44, deficiência de membros superiores. Em 2017 o Brasil montou uma seleção com pouco tempo para trabalhar e participou do Mundial em Londres. Apesar de não conquistar medalhas, foi momento de grande experiência. Mas de lá para cá, foram realizadas ações em prol da categoria e os atletas evoluíram muito, deixando o pais em evidência no cenário mundial. No evento mundial seguinte o Brasil já conquistou duas medalhas, sendo uma de ouro com a atleta Debora Menezes e uma de bronze com Cristiane Neves. Nos jogos Parapan-Americanos de 2019 o Brasil ficou em primeiro lugar por equipe com a conquista de cinco medalhas, sendo duas ouros com Nathã Sodário e Silvana Mayara, duas pratas com Débora Menezes e Christiane Neves e uma de bronze com Leyliane Samara.

O Brasil classificou três atletas para os Jogos Paralímpicos: Nathã, Débora e Silvana. Atualmente é a terceira maior potência do ParaTKD mundial com quatro atletas no TOP10: Débora TOP2, Nathã TOP5, Christiane TOP8 e Silvana TOP10. Rodrigo define que o Taekwondo "é um divisor de águas em sua vida". Uma filosofia de vida que transcende o esporte e arte marcial, do ponto de vista da saúde, disciplina, respeito e comprometimento.

Em Pelotas temos diversas iniciativas envolvendo práticas de Taekwondo nas Escolas Cerenep, Apae e Braile. Essa última resultou na formação dos Faixas Pretas Mário Gomes (primeiro faixa preta cego) e Denise Hax. Mais recentemente, no seguimento de surdos, que não se qualifica como ParaTKD, mas sim como Taekwondo Deaf (surdo), a cidade acaba de formar dois faixas pretas que em 2019 conquistaram medalha de ouro no Campeonato Brasileiro. Marcelo Bispo e Lucas Ribeiro do Projeto Quem Luta Não Briga (Prefeitura de Pelotas/ESEF-UFPel/IMDAZ) já fazem parte da história da modalidade nesse seguimento e são cotados para participarem das Surdolimpiadas 2022 que será em Caxias do Sul.

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