11 de Maio de 2022 - 15h00

Charles, o rei das armadilhas

Por: Pluralidade Esportiva

Parafraseando o ex-campeão, hall da fama e hoje comentarista do UFC, Daniel Cormier: "como Charles Oliveira se tornou isso?". E é muito fácil ficar impressionado com o agora número 1 (sem ninguém na sua frente) da categoria peso-leve do UFC. Mesmo tendo apenas 32 anos, Oliveira pode ser considerado um veterano no UFC. Veterano que chegou ao evento em 2010 como um jovem promissor. Durante sete anos, o brasileiro oscilava demais, alternando vitórias e derrotas, sempre com lutas emocionantes: finalizações e nocautes.

Com essa irregularidade no cartel, todos classificavam Charles como um lutador não confiável, que desistia com facilidade. Mas depois da derrota para Paul Felder, em dezembro de 2017, o lutador começou uma nova etapa em sua carreira. Uma etapa assustadora - para os adversários.

De lá pra cá, são incríveis 11 vitórias, sendo que apenas uma delas por decisão. Do Bronx se tornou um lutador letal, que absorve golpes e segue na luta como se não houvesse o amanhã.

No último sábado, Charles defenderia seu cinturão pela segunda vez, mas acabou ficando cerca de 200 gramas acima do peso da categoria e o cinturão ficou vago. A partir daí, parecia que tudo conspirava para a vitória do americano Justin Gaethje, que lutava com o apoio da torcida e também é um ótimo lutador. Mas ele não contava com as armadilhas de Charles. Em uma luta insana, depois de sofrer dois knockdowns, o brasileiro mostrou que não é um desistente, se levantou, foi lá e finalizou Gaethje.

O próximo passo para o ex-campeão é recuperar o cinturão que não foi perdido. Ainda no octógono, Charles desafiou Conor McGregor. Seria uma grande luta, principalmente falando no lado financeiro. Islam Makhachev é outro nome na mesa, talvez a pior escolha para o brasileiro, mas quem duvida de Charles Do Bronx, hoje em dia, é maluco.

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