22 de Janeiro de 2022 - 08h07

“Novo normal”: como será o mercado de trabalho em 2022

Por: Diário Popular

Você lembra quando a pandemia começou e muitas pessoas acreditavam que seriam “só 15 dias”? Como todos sabemos, isso não aconteceu. Estamos entrando no terceiro ano de um cenário pandêmico, que modificou inúmeros aspectos da vida em sociedade.

O ambiente de trabalho foi um dos mais afetados. Profissionais espalhados pelo mundo precisaram se adaptar a um novo contexto e reinventar suas formas de atuação. 

Mas você já parou para se perguntar como será o mercado de trabalho em 2022?

Com tantas mudanças acontecendo em um período curto é difícil prever o que acontecerá neste ano. Contudo, alguns especialistas já apostam em algumas possibilidades para 2022.

Retorno presencial em massa? 

Milhares de trabalhadores já retornaram para o regime presencial. Entretanto, uma grande parcela ainda trabalha remotamente ou em formato híbrido. 

Quem acreditava que em 2022 o retorno para o presencial seria em massa enganou-se.

De acordo com a Forbes, as novas variantes de Covid-19 interromperam os planos de reabertura total de inúmeras empresas. Nesse contexto, o modelo híbrido acaba sendo o mais adotado.

Semanas de trabalho mais curtas

Conforme um artigo da BBC, especialistas apontam a possibilidade de, nos próximos anos, algumas companhias adotarem jornadas semanais mais curtas.

Empresas e governos ao redor do mundo estão refletindo sobre a adoção do modelo de trabalho com quatro dias na semana, ao invés de cinco (em alguns casos até seis).

Contudo, a má notícia é que essa possibilidade não beneficiará todos os trabalhadores. Apenas alguns profissionais terão a chance de ter a semana de trabalho reduzida, como apontou a especialista Abigail Mark à BBC.

Adoção do trabalho remoto

Esse é um tópico que divide opiniões. Alguns profissionais adoram trabalhar remotamente, enquanto outros acreditam não ser nada produtivo. De qualquer forma, em 2022 é provável que a adoção do trabalho remoto não diminuirá.

Segundo um levantamento da FlexJobs, 58% das pessoas entrevistadas gostariam de continuar trabalhando de casa mesmo depois da pandemia e 39% afirmaram que preferem o formato híbrido de trabalho.

Em resumo, gostando ou não, o trabalho remoto ou híbrido provavelmente continuará sendo a regra para muitos trabalhadores. 

Guerra por talentos

Algumas profissões vêm enfrentando uma disputa por talentos, como as áreas de programação, desenvolvimento e ciência de dados. Atualmente, as companhias competem arduamente pelos candidatos, pois o número de vagas é maior que o de profissionais disponíveis para contratação. 

Apenas no primeiro semestre de 2021, por exemplo, o setor de tecnologia gerou mais de 106 mil vagas de emprego, conforme pesquisa da Brasscom - Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Esse é um aumento de 80% em comparação a 2020. Contudo, há uma grande preocupação: a demanda é tão alta que faltam profissionais e sobram vagas.

O Brasil forma 46 mil profissionais por ano na área de tecnologia, mas necessita de 70 mil profissionais, como aponta a Brasscom

Um relatório do The Conference Board e da Emsi Burning Glass constatou que uma boa parte das novas vagas de emprego estão mencionando bônus de contratação para tentarem atrair mais profissionais. 

Foco nas habilidades

As mudanças no mercado de trabalho acompanham também as contratações. Se no passado o foco era na educação superior e no currículo profissional na hora de decidir quem seria contratado, agora precisa ser diferente. 

As habilidades individuais passam a ser prioridade durante a contratação.

Como aponta Dan Shapero, diretor de operações do LinkedIn, há alguns anos o que importava para os recrutadores era o lugar onde os candidatos haviam estudado e onde tinham trabalhado. 

No entanto, o cenário mudou. As empresas estão criando uma gama mais ampla de maneiras de avaliar quem é bom, que não está tão diretamente ligada à sua experiência anterior”, explicou Shapero à Forbes 

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