Publicidade
PREVISÃO DO TEMPO
  • Sexta

    21/23°C

    15/17°C

  • Sábado

    20/22°C

    16/18°C

Espaço da Redação

Publicidade
10-09-2009 - 15h36min

Mudança de conceito

Por: Mônica Jorge – monica@diariopopular.com.br

Sempre achei preferível ficar sem luz do que sem água, mas, nesta segunda-feira, mudei meus conceitos. Após um domingo de plantão e uma semana corrida, me programei para organizar minha casa, meu quarto e minhas coisas no feriado. De manhã, sob um sol forte que anunciava um belo dia, fiz os afazeres rotineiros e saí para almoçar.

Vi o céu escurecer, as árvores balançar, a tempestade se anunciar e corri, mas não consegui evitar fazer o caminho de volta abaixo de forte chuva. Mesmo assim, o dia seguia agradável. O problema veio às 14h quando faltou luz.

Após passar oito horas na escuridão, percebi o quão dependente da tecnologia me tornei e acredito que o resto da população também. O que fazer nos momentos de descanso quando se está sozinho? Escrever no blog, fuxicar o Orkut, ver um bom filme, assistir a um programa de TV, ouvir música, as opções eram inúmeras, mas até para a que parecia mais simples, como ler um livro, a luz era necessária. Faxinar, arrumar a casa, lavar a roupa, cozinhar... Tudo impossível, ao menos para mim, de se fazer no escuro.

As opções alternativas seriam dormir ou sair para passear sob a chuva, ambas fora de cogitação. Ficar irritada com a situação e não ter ninguém, nem por Plurk ou por MSN, para resmungar foi ainda mais frustrante.

Saí para visitar parentes. Passeei com meus cães quando a chuva passou. Retornei para o lar e nada da maldita luz. Após um tempo de tédio, olhei o único meio desprovido de energia elétrica que podia de alguma forma me conectar com o mundo lá fora: um rádio! Ele foi meu companheiro durante um período da tarde. Acompanhei um pedaço do jogo que acontecia na Baixada, ouvi entrevistas com jogadores até ficar de saco cheio. Então fui mais uma vez até a janela tentar ver alguma movimentação lá fora.

Não aguentei mais a monotonia e saí de casa. Já era noite! A cena na rua era de filme de terror: escuridão e silêncio quase absoluto. Me perguntava o que faziam as pessoas no lado escuro de Pelotas?

Quando cruzei para o lado “iluminado” da cidade, me senti de volta à vida. Tudo fluía, a vida seguia. A luz voltou pouco antes das 22h. Foi o horário em que retornei para a casa e me senti de volta ao planeta!
 

Foto: Infocenter DP - Carlos Queiroz

SOBRE O BLOG
Equipe Diário Popular

Neste blog você poderá conhecer um pouco mais sobre o que pensam as pessoas que fazem o jornal que chega todos os dias aos leitores da Zona Sul. A opinião da equipe do DP sobre temas da região, cotidiano da Redação e da vida de cada um ganham espaço também na web. Confira!

HISTÓRICO
CAPA
Publicidade
comparte

» Espaço da Redação

Seu comentário foi enviado e está sujeito a moderação.
Agradecemos sua participação.

VOLTAR

Enviar comentário

* Campos destacados de preenchimento obrigatório!

máximo 500 caracteres
termo de uso.