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E os passeios continuam...
Por: Cíntia Piegas – cintiap@diariopopular.com.br

Como veranista e frequentadora do Laranjal aos finais de semana, sei bem como é passar um dia de sol e um calorzinho fora de época na lagoa mais bela do Estado, modéstia à parte. Assim foi no último domingo. Após preparar o chimarrão e colocar as cadeiras e a bola de futebol do meu filho no carro parti em busca do local perfeito - à beira da praia, claro. O cenário não poderia ser mais convidativo.
Uma vez instalada, passei a perceber as coisas ao meu redor. Lembrei das transformações que a praia do Laranjal passou ao longo de mais 30 anos. O quanto resisti às construções do calçamento e do shopping, mas que hoje já fazem parte da minha vida. Lamentei por muitas vezes os comentários negativos sobre a balneabilidade das praias e vibrei com a instalação de filtros biológicos, que resolveram, em parte, a qualidade da água.
Mas há algo que não muda. E não sei se algum dia irá mudar: o comportamento das pessoas diante daquilo que é de todos e, por isso, deve ser respeitado, preservado e conservado. Considerar normas e regras é uma questão de educação e respeito.
Neste último domingo, presenciei novamente, pois é uma cena que se torna comum, o passeio de pessoas a cavalo pela areia. Lembrei das vezes que produzi matérias “condenando” cães errantes que contaminavam o local, pois deixavam ali suas fezes e urinas. Um prato cheio para os banhistas mais sensíveis ficarem com micoses. Mas o que me dizem dos cavalos? Será que num passeio por toda a extensão das praias (Santo Antônio e Valverde), o animal não vai fazer “xixi”? Com todo aquele tamanho fica difícil enxotá-los, assim como se faz com os cães. Então, desde que me convençam do contrário (que eles não deixam suas necessidade fisiológica nas areias), toda vez que presenciar uma cena assim vou recriminar, mesmo que ela seja responsável por cenários lindos, quando captada pelas câmeras.
A entrada do trapiche já foi bloqueada para manter a segurança da população. A instalação dos banheiros químicos no verão foi um presente para os banhistas, que agradecem. Mas ainda falta manter uma fiscalização efetiva na beira da praia, uma vez que quem passeia a cavalo talvez não tenha percebido a placa instalada na areia: proibido animais.
Foto: Infocenter DP - Vinicius Kruger


