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Sinais de alerta
Por: Jarbas Tomaschewski – jarbas@diariopopular.com.br

Eu me sinto como um fiscal do parque Dom Antônio Zattera. Ele corta meu trajeto da casa para o trabalho quatro vezes todos os dias, pela manhã e à tarde. Acompanhei eufórico todas as etapas da reforma, o avanço das calçadas, o corte dos galhos das árvores, a instalação dos primeiros bancos de metal e das luminárias, a colocação de terra sobre os canteiros. Até a retirada de uma colmeia assisti. No Diário Popular transmiti boletins semanais sobre a evolução das obras - muitos dos meus comentários viraram até pauta. Mas sabe aquela sensação de que faltou algo? Esta é a impressão que tenho depois da entrega da área verde e de levar meus dois filhos ao local.
A pressa pela conclusão dos trabalhos comprometeu uma etapa imprescindível em qualquer reforma: o acabamento. Alguns trechos do Dom Antônio Zattera são quase intransitáveis pela terra remexida durante a obra e que não foi retirada ou arrumada. Até sobre um canteiro com grama foi deixado material. Pequenas estacas usadas durante a reforma continuam lá, fincadas no chão. Os novos postes de iluminação - que deram outra “cara” ao parque à noite - ficaram sujos próximo da base.
Posso e torço para estar errado, mas tudo o que foi feito pode ficar comprometido rapidamente se a prefeitura não fixar sempre a Guarda Municipal no local, como fez na praça Coronel Pedro Osório. A fiscalização é urgente. Os atos de vandalismo, embora pequenos, já aparecem nos bancos e nas lixeiras. Em um domingo pela manhã duas jovens, na faixa dos 20 anos, se balançavam na gangorra destinada às crianças. A tábua do brinquedo vergou de tal maneira que o público achou que fosse se partir.
Os brinquedos já dão, precocemente, sinais de falta de manutenção. Um dos pneus usados como balanço rasgou na emenda da corrente, enquanto a alça da gangorra que fica ao lado desapareceu.
O parque das famílias costuma receber pais e filhos aos finais de semana com as lixeiras cheias, fezes nas calçadas e todo o tipo de material esparramado pelo chão. Deveria ser limpo cedo da manhã. É belo demais para oferecer impressão tão ruim a quem chega.
Foto: Infocenter DP - Moizes Vasconcellos


