Publicidade
PREVISÃO DO TEMPO
  • Sexta

    21/23°C

    15/17°C

  • Sábado

    20/22°C

    16/18°C

Espaço da Redação

Publicidade
09-01-2010 - 09h44min

Pronta para aprontar

Por: Jussara Lautenschläger – jussara@diariopopular.com.br

Há alguns meses escrevi ou melhor, desabafei, como foi triste para minha família a perda de uma gatinha chamada Ayume. Ela ficou poucos dias conosco. Muitas pessoas questionaram-me se meus filhos ganharam outro felino ou se eu iria substituir a tão querida Ayume. A resposta é que nenhum gato ou cachorro pode ser substituído, porque ele torna-se parte de nossas vidas, do nosso dia-a-dia. Sempre ficará em nossas lembranças.

Como a perda foi muito triste para meus filhos, uma pessoa iluminada chamada Márcia tentou amenizar o sofrimento e não descansou até encontrar uma gatinha de quatro meses, chamada Fifi. A pequena com olhar de desconfiada trouxe alegria para meus filhos, mas mal sabiam eles o que estava por trás daqueles olhinhos pequeninos.

No primeiro dia Fifi comportou-se maravilhosamente. No segundo, após conhecer o terreno onde estava, passou suas unhas pelo sofá e subiu na mesa da cozinha. É o início do processo de ensinar. Como uma criança, ela baixa a cabeça e faz que entendeu. Passa alguns minutos e volta a subir na mesa. No terceiro dia ela avança no pão, no quarto come as rosas da sala e folhagens e no quinto enlouquece ao ver bichinhos de luz. Sobe em tudo, derruba o que tem pela frente na desesperada caça ao tais insetos. Mais uma vez Fifi é repreendida.

A árvore de Natal, assim que montada, tem parte dos galhos quebrados. Monto tudo novamente e o que acontece? Fifi volta a quebrar, agora os novos. O castigo da arteira e fofa Fifi é só entrar na sala se estiver acompanhada.

Sabem o que ela não deixou escapar? O presépio. Entrou dentro da manjedoura derrubou Maria, José e o menino Jesus. Tudo pelos bichinhos de luz. Fifi não estava só; uma distração foi suficiente para fazer a arte.

Em uma manhã procuramos Fifi pela casa e ela simplesmente sumiu. A buscamos por todos os cantos e nada de encontra-lá. Após alguns minutos de silêncio, o barulho vinha do sofá-cama. Sim, era ela em um novo esconderijo.

Como criança pequena, é preciso estar sempre de olho em tudo que Fifi faz. Todo dia há uma novidade: um arranhão, uma louça que quebrou, entradas na lixeira da cozinha e por aí vai. Dias antes do Natal, deu um susto em todos. Vômitos, ligação para a veterinária, ração substituída e nada mudou. Bastou observar suas peripécias durante o dia. A descoberta: saboreava escondido as folhas de lírios da paz. Problema resolvido. Em parte, até um novo surgir. Porque, afinal, Fifi gosta de aprontar. Vocês nem imaginam.

SOBRE O BLOG
Equipe Diário Popular

Neste blog você poderá conhecer um pouco mais sobre o que pensam as pessoas que fazem o jornal que chega todos os dias aos leitores da Zona Sul. A opinião da equipe do DP sobre temas da região, cotidiano da Redação e da vida de cada um ganham espaço também na web. Confira!

HISTÓRICO
CAPA
Publicidade
comparte

» Espaço da Redação

Seu comentário foi enviado e está sujeito a moderação.
Agradecemos sua participação.

VOLTAR

Enviar comentário

* Campos destacados de preenchimento obrigatório!

máximo 500 caracteres
termo de uso.