Editorial

A degradação da Caatinga

12 de Julho de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Entre 2007 e 2016 foram degradados mais de 70 mil quilômetros quadrados da Caatinga, no Nordeste brasileiro, o que corresponde, aproximadamente, a 4% da área do estudo realizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para realizar o trabalho e estimar o grau de degradação, os dois órgãos trabalharam com um índice calculado a partir da persistência e da frequência do solo exposto no período da pesquisa. Essa foi a primeira avaliação abrangente da degradação do solo no Nordeste brasileiro por meio da representação temporal e espacial.

Além disso, a degradação foi intensificada pela seca severa que atinge a região desde 2011, aumentando o desmatamento com a produção de lenha e carvão vegetal, e também com a fração de solo exposto, alertou o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Os pesquisadores usaram como base o mapeamento de solo exposto por 17 anos, através da análise de imagens de satélites, com informações de campo. A vantagem do método é que ele também pode ser aplicado em outros biomas, em avaliações semelhantes.

Segundo o órgão, os estudos revelam que, após cinco séculos de ocupação desordenada, "a Caatinga tem sofrido intensa pressão antrópica, ocasionada, principalmente, pelo manejo inadequado da terra, como a agricultura de corte e queima, a pastagem intensiva por longo período e a exploração excessiva de recursos lenhosos como fonte de combustível."

A pesquisa teve o financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


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