Editorial

Os candidatos e a Justiça

16 de Abril de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Jair Bolsonaro (PSL) - Denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.

Geraldo Alckmin (PSDB) - Alvo de inquérito por suspeita de caixa dois na sua campanha de 2014. A Procuradoria-Geral da República quer que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) remeta o caso à Justiça Eleitoral.

Aécio Neves (PSDB) - O STF julga amanhã a denúncia contra ele em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Trata-se do caso em que Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário.

Michel Temer (PMDB) - Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por organização criminosa e obstrução da Justiça. O processo ficará parado até o fim do mandato, em dezembro, depois que a Câmara dos Deputados rejeitou a continuidade da denúncia.

Rodrigo Maia (DEM) - Acusado pela Polícia Federal de caixa dois e corrupção.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A lista de candidatos a cargos relevantes em 2018 é tão grande quanto a daqueles sob investigação, já condenados ou prontos para serem denunciados por algum tipo de crime. E são essas as apostas de vários partidos ao processo eleitoral de outubro, quando o Brasil irá escolher presidente, governadores, senadores e deputados.

O cenário que se apresenta ao eleitor atualmente assusta e gera um deserto de dúvidas. Afinal, como acreditar, apostar e defender as ideias de quem deve explicações - e não consegue explicar, na maioria das vezes - à Justiça? Não será fácil para o povo tomar essa decisão. Mas um bom começo é pesquisar, desde agora, o que fizeram de errado e o que ainda devem responder os postulantes ao Executivo e ao Legislativo.

Por isso, nunca foi tão necessário deixar de votar em carismáticos e escolher quem, de fato, mostra-se preocupado com o futuro do país, longe das amarras e esquivas.


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