Editorial

Uma faixa e quase nada

14 de Março de 2018 - 07h18 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O desafio é feito a qualquer pedestre de Pelotas: tentar atravessar a faixa de segurança localizada na avenida Bento Gonçalves, esquina com a rua 15 de Novembro. A sinalização horizontal que deveria simbolizar um local tranquilo para os cidadãos cruzarem de um lado a outro da pista é talvez o mais desrespeitado da cidade. Um símbolo negativo do nosso trânsito.

A faixa de segurança da avenida Bento com 15 luta contra a falta de conscientização dos motoristas e outro fator que contribui para as cenas diárias que ali acontecem: ela está na quadra oposta à largada de um semáforo. Ou seja, quando o sinal verde abre aos veículos na esquina da rua Andrade Neves, o comboio que parte à frente acelera sem se importar com o pedestre que deseja fazer uso do recurso a seu favor. Por isso, raros são os motoristas que pensam duas vezes em frear e oferecer a passagem a crianças, jovens, adultos e idosos, principalmente nos horários de maior movimento.

O mesmo acontece com quem vem pela Andrade Neves e dobra em direção à Bento Gonçalves. Após fazer a curva, o pé no acelerador amedronta quem está na calçada e tenta atravessar a rua no local indicado. Impossível se arriscar.

A faixa usada como exemplo nesse editorial representa todas aquelas que, diariamente, perdem a função para a qual foram instaladas, no centro e nos bairros da cidade. Desacreditadas pela população que tenta, sem sucesso, garantir a segurança na travessia. Um problema diário que passa, principalmente, pelo respeito entre motoristas e pedestres, cenário onde, a parte mais frágil, sempre perde.


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