Editorial

O magistério no ano eleitoral

07 de Março de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Das categorias desvalorizadas nos últimos anos, a do magistério gaúcho ocupou lugar de destaque entre as que tiveram de lutar, mês após mês, em defesa dos direitos básicos de um trabalhador. Com todas as armas possíveis. Passeatas, protestos, bandeiraços, reuniões, greves, ações na Justiça.

O atraso no pagamento dos salários foi a principal representação de uma política de estado que fez suas opções. Cumprir com essa obrigação foi uma preocupação, pode-se dizer, mas jamais a prioridade número um. Se fosse, todos os esforços teriam sido concentrados para, logo no primeiro risco de atraso, o problema ser sanado. Outras escolhas foram feitas.

O não pagamento em dia do 13º salário foi outro ponto que ajudou a definhar ainda mais os compromissos financeiros de cada representante do magistério. Contas, empréstimos, financiamentos. Um golpe que deixou milhares de funcionários desesperançosos com o futuro a médio prazo. Afinal, para quem já ganha pouco, receber sem data certa é um baque ainda maior. Os compromissos se acumularam e vários levarão anos para recuperar o estrago feito em algo que costuma ser considerado "sagrado": o salário.

O Governo estadual está construindo sua marca. Assumiu um estado praticamente quebrado e fez suas opções. Certamente consciente das consequências das medidas adotadas até aqui, que atingiram milhares de profissionais responsáveis por um setor estratégico no desenvolvimento de qualquer sociedade, a educação.
O magistério gaúcho estará na pauta dos candidatos ao Palácio Piratini em outubro. Tema obrigatório para quem deseja assumir o Rio Grande do Sul. Se por um lado parece bom à categoria ganhar os holofotes durante a campanha, por outro será importante o olhar apurado aos que vem aí com novas promessas inalcançáveis.


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