Editorial

Vereadores são pelotenses sem-teto

05 de Março de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A população de Pelotas parece não ter mais paciência de assistir à reprise da novela “futura sede da Câmara de Vereadores”. Entra ano, sai ano, muda o presidente do Legislativo, e nenhum parlamentar e seu grupo conseguem dar andamento à proposta que determine onde, afinal, a Casa do Povo deve se instalar de forma definitiva.

Relembre. Os vereadores já “namoraram” com o prédio histórico da esquina da rua Lobo da Costa com praça Coronel Pedro Osório (antiga Finanças), visitaram o imóvel na esquina da rua Tiradentes com avenida Saldanha Marinho, discutiram a construção da sede na Praça Palestina e lançaram a pedra fundamental no prolongamento da avenida Bento Gonçalves. Uma linha do tempo com outros endereços, ainda, deixados no passado.

A ideia de finalmente fincar raízes e cortar o pagamento, com dinheiro público, de um aluguel nada barato (na faixa dos R$ 40 mil por mês), passou a contar, há alguns anos, com um fundo destinado à construção da sede. Esse fundo teria hoje R$ 6 milhões para tirar o projeto do papel.

O alvo da vez é a Escola Técnica Estadual João XXIII, na área central da cidade. A ideia revoltou a comunidade escolar, depois de anos de mobilização para conquistar aquele espaço, do antigo Foro, à educação. E o que os vereadores conseguiram agora, ao invés de resolver o problema, foi mobilizar professores, estudantes e ex-alunos em defesa da escola. Além, é claro, de angariar a indignação desse público.

O Legislativo pelotense necessita de um local próprio, que contemple suas necessidades e onde possa bem representar os interesses da população. Pelotas reconhece isso. Mas para tanto deve decidir e ter alguém que, finalmente, escreva o último capítulo desta novela sem fim.


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