Artigo

Por que paz, se a guerra renderá mais nas urnas?

05 de Março de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Nery Porto Fabres - Professor

É-nos mais que familiar os corriqueiros fuxicos sobre a política desastrada dos partidos da esquerda brasileira, e até mesmo mundial. Porém, dá-nos uma certa vertigem em imaginar que ainda há quem acredite na força bruta para governar uma nação. Cabe entender que as lições do passado sobre intervenções militares foram desastrosas. E, neste atual cenário brasileiro, sem dinheiro para custear as políticas públicas, não há que se falar em homens armados com fardas em nome do Estado Maior. Sim! Não basta entrar em áreas violentas e mostrar o poderio da força, há que se organizar as periferias, de modo que as pessoas possam ter condições de manter as suas rotineiras lidas domésticas. Pois somos sabedores de que nas áreas mais empobrecidas a cultura está muito distante daquelas pousadas nos berços do Exército ou do Planalto Brasileiro.

Enfim, sair por aí fardado e com canhões apontados para as periferias não dá segurança a ninguém, nem mesmo ao mercado econômico. As ações das grandes empresas irão despencar e as bolsas quebrarão. Isto não é lorota de articulista desocupado. Tampouco previsão de vidente, isto é raciocínio lógico, anarquia gera desconfiança e o caos afasta os grandes investidores. E organização se faz com educação.

Basta entender que há fome nas periferias e as comunidades suburbanas lutam diariamente para sobreviver, contra a fome não há como vencer a luta sem nada à boca. De outro modo, contra a força do Estado a luta pode gerar emprego. Sim, os traficantes necessitarão de soldados e o povo faminto os servirá.

Lembremo-nos de que a guerra começou pelo abandono do Estado, e os invisíveis homens, os quais a visão do governo não os alcança, são aliciados por traficantes que os veem morrer em filas de hospitais e serem afastados dos centros urbanos como se fossem animais, enquanto o Estado lhes nega os direitos constitucionais que havia lhes prometido em palanques montados por Tancredo Neves. A democracia mostrou-se um jogo político que cheira a pilantragem, querem forçar a barra para ganhar os votos nas urnas.

Ademais a política partidária é a mesma, o que mudou foi a estratégia.

Eles, os partidos políticos, perceberam que os atuais jovens querem ver a violência saindo das telas dos videogames e da Sétima Arte entrando no mundo real, e para captar os seus votos buscam a guerra.

Dessa maneira chega-se à conclusão de que a guerra começa pelo egoísmo daqueles que se acham merecedores das riquezas em detrimento do sofrimento dos demais.

E a inclusão social não se dá oferecendo comida por debaixo da mesa ou consertando brinquedos velhos para distribuí-los nas periferias. Esta hipocrisia distancia ainda mais a possibilidade de pacificação social.
E, até nisso, o homem do século 21 insiste em pregar: “Vamos dar esmolas aos pobres”, mostrando-se piedoso e bondoso, como se o dinheiro fosse mais importante que o respeito e a educação. Com isso, limita-se a impor a sua vontade aos mais fracos.

Portanto, se a Educação fosse a fórmula usada para a cura desta doença social, chamada violência, haveria paz. Para encerrar proponho uma análise do termo: a democracia é o governo do povo para o povo. Quem é o sujeito da oração? A qual classe gramatical ele pertence? Onde está o predicado? O que é análise sintática? Pois é! Muitos não entenderão as perguntas, mas seus votos decidem o rumo da nação.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados