Editorial

O lixo também é problema seu

02 de Março de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A descoberta de dezenas de pneus lançados na região do canal Santa Bárbara por uma equipe de funcionários do Sanep na última quarta-feira, nada mais é do que a repetição de uma cena diária na cidade de Pelotas. Por aqui, a qualquer hora do dia, terrenos baldios, ruas, avenidas, calçadas e praças servem de depósito para qualquer tipo de material.

O resultado desse hábito a maioria já conhece, embora insista em continuar ignorando o serviço de recolhimento, com data e horário certos nos bairros. O risco de transmissão de doenças é o problema mais grave. Em seguida vem os alagamentos provocados pelos resíduos que entopem o sistema de escoamento.
A próxima licitação para contratar a empresa responsável pela coleta e transporte de resíduos, processo em andamento e sob responsabilidade do Sanep, custará aos pelotenses R$ 91 milhões por cinco anos de trabalho.

Uma exorbitância para dar destino diário a 200 toneladas de material orgânico e seis toneladas de reciclável.
Além disso, a cidade ganhou nos últimos meses dois ecopontos, onde todos podem descartar materiais não comportados pelo lixo doméstico. Com a promessa da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) de instalar oito novos até 2020.

Pelotas precisa combater essa imagem negativa de uma cidade onde o lixo brota do dia para noite nas ruas, com sofás jogados nas calçadas, tevês lançadas nos canais e restos de construção depositados nas áreas verdes. A conscientização, é claro, não vem sozinha. Deve ser estimulada, trabalhada e cobrada. Intensamente nas escolas, locais de formação dos futuros cidadãos. E insistentemente com os adultos, a quem cabe dar o exemplo.


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