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Educação já!

01 de Março de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Neiff Satte Alam

Com sua quase infinita capacidade de criar, de desfrutar de sua imaginação e avançar filosófica e cientificamente, o homem tem se esquecido de construir um futuro que possa ser desfrutado por seus descendentes, pois apenas há preocupação de construção do presente, deste instante que pode estar roubando o equilíbrio necessário para as próximas gerações terem a oportunidade de usufruir de um planeta sadio, equilibrado e em harmonia.

O que se percebe, então, é uma natureza ferida, mutilada e tentando se descartar desta forma inteligente, esperta e destrutiva, que é o homem, ápice da evolução animal, mas que pode ser também o ponto final ou retorno a uma situação onde ele, o homem, não existia ou não tinha o poder de destruição que ora apresenta.

Não pode ser este o destino da humanidade. Não fomos selecionados durante milhões de anos para nos transformarmos em exterminadores da natureza que nos criou e que guarda em cada molécula de DNA dos demais seres vivos um pouco do nosso DNA, deixando evidente que todos os seres que nos antecederam contribuíram um pouco para chegarmos a este estágio de evolução. Isto aumenta nossa responsabilidade e nos indica um comportamento futuro diferente do atual e que nos remeteria para uma nova realidade. A pergunta que se impõe, então, é “qual o mecanismo que deverá ser acionado para modificar este estado de coisas?”. Talvez cada um dos leitores tenha uma resposta diferente e uma solução na “ponta da língua”, mas é quase certo que em cada uma das alternativas pensadas sempre haverá lugar para a inserção do item educação, não para amanhã, mas já, para hoje, pois é impossível para ontem.

Por que a “Educação já” seria a solução? Porque a única forma de entendermos a realidade, respeitarmos as leis naturais que controlam o equilíbrio planetário, trabalharmos conceitos, ideias e alternativas e termos reais condições de dar significado a estes conhecimentos é através de mecanismos educacionais que funcionem como a própria natureza em seus mecanismos evolutivos, isto é, por assimilação gradativa dos acertos, reconhecimento de que os erros poderão ser úteis como formas de entendimento da dinâmica da natureza, compreendida como um todo, em que as partes se conectam em um processo harmônico e harmonizante.


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