Editorial

O movimento municipalista vai às urnas

20 de Fevereiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Serão conhecidas hoje as chapas inscritas para participar do processo eleitoral de uma das entidades mais participativas do Brasil, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), considerada a maior da América Latina na sua categoria. A escolha do novo presidente está marcada para o dia 2 de março, das 8h às 18h. O escolhido, o 17º da história, terá a tarefa de conduzir os interesses dos municípios brasileiros até 2021.

Atualmente a CNM está nas mãos do gaúcho Paulo Ziulkoski, ex-prefeito da pequena Mariana Pimentel, distrito emancipado de Guaíba. Em 2015 sua chapa, a CNM Independente, foi a vencedora do processo, com 98,3% dos votos _ 1.582 de um total de 1.608 votos, levando-o à reeleição. Sua voz tornou-se conhecida nos últimos anos por cobrar dos governos maior atenção às unidades onde o Brasil, de fato, acontece, as 5.568 cidades. Se será novamente candidato e se terá adversários, hoje será possível saber.

E não são poucas as conquistas obtidas pela entidade em favor de seus associados, o que reforça a importância da representação em torno de um interesse comum. Destacam-se, por exemplo, a alteração da alíquota de Cofins que incidiria sobre o IR, o fim da compensação da Cofins no IPI, o repasse do Salário Educação, a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico, o transporte e a merenda escolar, a municipalização do  Imposto Territorial Rural (ITR) e os pagamentos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), entre outras.

As eleições vão acontecer ainda sob o manto da crise. Embora a economia acene com dias melhores em 2018, mas nada extraordinário, os prefeitos sabem muito bem que o impacto dos últimos meses nas finanças será de longa duração. Um cenário que deve aumentar a pressão sobre o Governo Federal, para que dê mais atenção a quem contribui muito ao crescimento do Brasil e poderia receber mais do bolo tributário.


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