Editorial

Mudanças no Enem?

09 de Fevereiro de 2018 - 07h58 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em dois anos, o país poderá ter um novo Exame Nacional do Ensino Médio. Ao menos é o que pretende a atual ministra da Educação, Maria Helena Guimarães. Em entrevista à reportagem da Agência Brasil, ela afirmou: “Isso vai precisar ser muito discutido. Parte da avaliação abordará aquilo que compõe a base comum do Ensino Médio, e parte do exame, a parte flexível, abordando o itinerário formativo.”

De acordo ainda com a Agência Brasil, o novo Enem deverá ser discutido em um seminário que o MEC realizará neste mês com entidades privadas e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Além do Enem, o seminário debaterá a proposta de base nacional para o Ensino Médio. A ministra interina da Educação já adiantou: a formação geral do aluno na área de linguagens, de matemática, de ciências da natureza e humanas será muito importante no novo Enem. O exame é usado atualmente como uma das principais formas de acesso ao Ensino Superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas e financiamento no ensino privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

No início do mês, Maria Helena participou de bate-papo ao vivo pelo Facebook do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Mediada pela Agência Brasil, a iniciativa também contou com a presença do diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi), Rafael Lucchesi.

Mesmo sem ter ainda uma base nacional aprovada para o Ensino Médio, algumas redes de ensino já começaram a implementar mudanças. Uma das ênfases é a formação técnica. Segundo Lucchesi, tal formação vai qualificar bastante os estudantes. “Hoje 82% dos jovens não vão para universidade. Seguramente, uma educação mais flexível vai ser melhor para o jovem e para o país. Isso melhora a produtividade e impacta na possibilidade de gerar emprego”, afirmou. Em países desenvolvidos, ainda de acordo com Lucchesi, cerca de 50% dos jovens têm formação técnica no Ensino Médio regular. No Brasil, esse percentual é inferior 10%.


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