Editorial

Venda de veículos cresce

07 de Fevereiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A indústria automotiva é uma das balizas possíveis para a economia. Ela funciona como uma espécie de termômetro. Se vai bem, é provável que a economia esteja andando pelo caminho certo. Os resultados recentes são positivos.Em todo o país, de acordo com a reportagem da Agência Brasil, “as vendas de veículos novos cresceram 23,14% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2017”.

O levantamento da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado há poucos dias em São Paulo, aponta que foram emplacadas mais de 180 mil unidades no primeiro mês de 2018.

No mesmo mês do ano passado, foram 147,2 mil. No comparativo com o último mês de dezembro, no entanto, o resultado não foi bom. Verificou-se uma queda de 14,75%.

No tocante aos caminhões, houve um aumento de 56,26% em janeiro de 2018. Comercializou-se 4,6 mil unidades. “As vendas de ônibus tiveram alta de 57,71% no período, com 1,1 mil unidades emplacadas”, de acordo, ainda, com a Agência Brasil.

Na categoria dos automóveis e dos chamados veículos comerciais leves, como picapes e furgões, registrou-se crescimento de 22,29% nas vendas. Em janeiro, foram comercializados 175 mil veículos dessas categorias. No primeiro mês de 2017, os emplacamentos chegaram à casa dos 143,5 mil.

De acordo com presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, “a alta nas vendas reflete a melhora do cenário econômico em relação ao começo de 2017. As expectativas renovadas em função da melhora dos índices econômicos impactam, diretamente, na confiança do consumidor e favorecem o mercado de veículos”.

A entidade espera que em 2018 ocorra uma melhora ainda maior no setor com a retomada do ritmo constante de crescimento, semelhante ao que se verificava antes da crise econômica que se abateu sobre o país. Os receios, todos justificados, são de que o ano político, com eleições, e esportivo, com a Copa do Mundo na Rússia, possam tumultuar o cenário econômico. Isso, claro, ninguém gostaria que ocorresse. E, para o bem do país, é melhor mesmo que não ocorra.


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