Editorial

Menos gastos no Carnaval

06 de Fevereiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Os consumidores brasileiros não estão dispostos a gastar tanto quanto em outros anos durante o Carnaval. Ao todo, de acordo com o levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais de 70 milhões de pessoas se envolvem com os festejos. E, na lógica dessas instituições, “envolvem-se” significa “gastam”, “consomem”. Os resultados da pesquisa apontam que, mesmo com a queda na inflação, os brasileiros sentem que os artigos relacionados tradicionalmente ao Carnaval estão mais caros.

Com relação ao que fazer no feriado de Momo, 32% dos entrevistados afirmaram que irão viajar a lazer - destes, 27% à residência de parentes e amigos; 20% participarão de programação da cidade em que moram. Cerca de 4% irão para retiros espirituais de Carnaval.

Em nota à imprensa, o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, afirmou o que se sabe: o Carnaval alavanca, e bastante, as vendas em um período naturalmente complicado para o comércio. “Mais do que uma grande festa, o Carnaval é um grande negócio, que impulsiona muitos setores da economia. Se, por um lado, o país inteiro está prestes a mergulhar em um longo feriado coletivo, por outro, a indústria do turismo e empresas de comércio e serviços comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, disse.

Entre os brasileiros que pretendem gastar dinheiro no Carnaval deste ano, a divisão é a seguinte, de acordo ainda com a pesquisa: 49% planejam participar de blocos de rua para comemorar o feriado. Outras atividades comuns são as festas em clubes ou boates (26%), ensaios de escola de samba (24%), shows em trios elétricos (23%) e desfiles em escolas de samba (20%).

Um dos pontos mais importantes é saber quanto o consumidor estará disposto a gastar durante a folia. O chamado gasto médio no Brasil será de R$ 847,00, cifra que sobe para R$ 969,10 entre os homens e para R$ 1.185,42 entre as pessoas das classes A e B. É preciso atentar para o fato de que os dados da pesquisa referem-se a entrevistados em capitais. Regionalmente, claro, deve haver variação.


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