Editorial

A BR-116, um sonho ainda distante

26 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em menos de um mês, dia 20 de fevereiro, completará cinco anos e meio da assinatura da ordem de início para a execução das obras de duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas, e do contorno de Pelotas - BR-116/392. Naquele momento, 20 de agosto de 2012, o Ministério dos Transportes trabalhava com a previsão de investimentos de R$ 780 milhões e, após 2014, outros R$ 173,9 milhões, num total de R$ 953 milhões em recursos. As obras no anel viário de acesso a Pelotas custariam R$ 430 milhões. Pelo cronograma seguido a risca, os moradores da Zona Sul já deveriam estar usufruindo de 210 quilômetros duplicados desde 2015, prazo que nunca fui cumprido.

O projeto, estratégico à região, não tem data para acabar. Embora tenha sido retomado em parte, deve durar vários anos ainda. Em junho de 2017 o Diário Popular acompanhou a reunião da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa, no auditório do Centro de Eventos Fenadoce, quando o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hiratan Pinheiro da Silva, anunciou a prioridade do órgão, diante dos poucos recursos para a continuidade da duplicação: avançar o mais rápido possível nas duas pontas da rodovia. A ideia era que pelo menos 34 quilômetros, entre Pelotas e São Lourenço do Sul, fossem liberados ao tráfego até o próximo mês de março. "Nossa prioridade são as saídas de Guaíba e Pelotas. Afinal, temos 55% dos recursos já investidos na duplicação da BR-116 e 0% concluído. Por isso, vamos nos reorganizar para acelerar o andamento", declarou Hiratan. Meta que, para quem transita entre os dois municípios e observa o trabalho, dificilmente será cumprida.

Como já foi dito em outras oportunidades, a conclusão do projeto passa também por decisões políticas, diretamente em Brasília. E aí ganha força o papel de nossas representações, deputados e senadores gaúchos, na pressão para que o Governo Federal honre o compromisso assumido com a população gaúcha.

A crise dos últimos anos levou à falta de recursos públicos para a continuidade dos trabalhos, mas o olhar precisa ser outro. Duplicar a BR-116 é planejar estrategicamente um corredor rodoviário importante ao Brasil. A promessa não pode ser esquecida.


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