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Inflação oficial e Inflação real - famílias precisam entender a diferença

19 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Reinaldo Domingos
educador financeiro

Foi divulgado recentemente que a inflação oficial do Brasil fechou 2017 em 2,95%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A primeira vista a notícia é bastante positiva, contudo, especialista em Educação Financeira alertam que esse número pode esconder um aumento muito maior para as famílias.

A pergunta que faço é, será que essa é a real inflação para uma família que se observou neste ano? Digo isso por ter claro que o impacto da alta dos preços para população é muito maior do que os números oficiais apontam. E para que uma família tenha essa certeza disso é muito simples, basta fazer uma comparação de seus gastos cotidianos deste mês de janeiro com o do mês de janeiro de 2017.

Em uma análise simples se observa que foram muitos os produtos de consumo básico que subiram acima de 2,95%: gasolina (10,32%), botijão de gás (16%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%) e energia elétrica residencial (10,35%).

Por isso, antes de tomar qualquer decisão com base nesse índice oficial é preciso uma análise aprofundada dos gastos. Ocorre que as pessoas não possuem o costume de anotar os valores que utilizam. Por isso, recomendo que a partir de agora passe a fazer esse exercício, utilizando um apontamento de despesas. Faça isso por apenas um mês durante o ano se tiver renda fixa e até três vezes se for variável.

Ao perceber o real impacto da inflação em sua vida, o consumidor poderá também observar que o aumento recente do salário mínimo não arcará com o aumento do custo de vida, sendo que esse passou a ser de R$ 937,00 para R$ 954,00, um aumento de R$ 17,00 (1,81%), e não responde mesmo às perdas inflacionárias oficiais.


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